A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) pediu hoje ao Ministério da Educação para que prolongue até ao final da semana o prazo para que os docentes indiquem as suas preferências para destacamento e afectação, devido à "lentidão" do processo informático de candidatura.
Numa reunião realizada hoje entre a federação e o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, os dirigentes sindicais referiram que se têm registado "dificuldades nos últimos dias no Concurso de Docentes 2005/2006, nomeadamente no que diz respeito à manifestação de preferências de Destacamentos e Afectações".
Até quarta-feira, os professores afectos a uma área educativa (os chamados Quadros de Zona Pedagógica) têm de manifestar as suas preferências quanto às escolas onde desejam leccionar no próximo ano lectivo, o mesmo acontecendo com os docentes que querem pedir destacamento do estabelecimento de ensino onde estão colocados para outro, por exemplo, por ser mais próximo da sua residência.
"Há uma extrema lentidão no acesso ao sítio (na Internet). Cada candidato precisa quase de uma tarde inteira para fazer a candidatura e, por isso, torna-se difícil concretizá-la", afirmou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, adiantando que a federação sindical tem recebido "centenas de queixas de professores".
Com a reunião hoje realizada com a FNE, o Ministério da Educação terminou a segunda ronda de negociações com os sindicatos dos professores para discutir as alterações propostas pela tutela ao Estatuto da Carreira Docente, no âmbito da contenção de recursos prevista no Programa de Estabilidade e Crescimento.
No encontro, o secretário de Estado Jorge Pedreira comunicou à federação que os directores de turma, os orientadores de estágios e os coordenadores de equipas de Desporto Escolar vão continuar a acumular a redução de horário decorrente dos cargos que desempenham com a diminuição do número de aulas dadas, concedida a todos os docentes a partir dos 40 anos de idade e dez de serviço.
"Esta medida beneficia os professores em causa, permite a entrada de mais docentes na profissão e leva a que haja menos docentes com os chamados horários zero" (sem turmas atribuídas), refere o Ministério, em comunicado hoje divulgado.


