Taxa de chumbos desceu quatro por cento

FNE deseja que descida de reprovações seja real e não sirva estatísticas

24.08.2009 - 11:06 Por Lusa

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A taxa de chumbos no secundário no último ano lectivo situou-se em 18 por cento e no básico em 7,7 por cento A taxa de chumbos no secundário no último ano lectivo situou-se em 18 por cento e no básico em 7,7 por cento (Daniel Rocha)
A Federação Nacional dos Sindicatos Educação (FNE) espera que o decréscimo da taxa de reprovações no ensino secundário e básico anunciada hoje pelo Ministério da Educação seja real e não sirva apenas para estatísticas.

De acordo com dados avançados pela tutela e que esta manhã são apresentados publicamente pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues e o primeiro-ministro, José Sócrates, na Escola D. Dinis, em Chelas, a taxa de chumbos no ensino secundário no último ano lectivo situou-se em 18 por cento, menos quatro pontos percentuais que os 22 por cento registados em 2007/2008, enquanto que no ensino básico foi de 7,7 por cento, menos 0,6 pontos percentuais do que ano lectivo anterior.

"Para a FNE tudo quanto é melhorar o sistema é importante. Nós gostaríamos que estes números fossem números reais, que revelassem o sucesso dos alunos, e não apenas números para estatísticas. Mas se na verdade esse sucesso aconteceu, ainda não aconteceu para todos os alunos", disse à agência Lusa a Lucinda Manuela.

A dirigente da estrutura sindical disse que ainda que "há alunos que abandonam" a escola, recordando que foi proposto, no início da legislatura, ao Ministério da Educação a criação de equipas multidisciplinares nas escolas formadas por professores e especialistas para acompanhar os estudantes com dificuldades de aprendizagem.

O "ideal seria criar equipas multidisciplinares nas escolas constituídas por professores e por outros especialistas que pudessem acompanhar essas crianças que têm dificuldades diferentes, um ritmo de aprendizagem diferente dos outros. Isso ainda não aconteceu, ainda não temos sucesso em todos os alunos", adiantou.

Lucinda Manuela lamentou ainda a situação dos alunos com necessidades especiais, que com a "alteração da legislação ficaram sem o apoio que deveriam ter".

Ainda quanto aos resultados alcançados, a dirigente disse que são fruto do trabalho "árduo" dos professores. "Os professores têm trabalhado, mas não têm sido apoiados como deviam ser para que o sucesso seja na verdade uma realidade", referiu.

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