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FNE apela aos partidos para “acabar com o ziguezaguear das políticas educativas”

13.04.2011 - 21:06 Por Lusa

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A Federação Nacional da Educação (FNE) quer “acabar com o ziguezaguear das políticas educativas” em Portugal e vai transmitir esse apelo aos partidos políticos, disse hoje o secretário-geral da organização, João Dias da Silva.

Impõe-se “acabar com a perspectiva de mudar as políticas educativas permanentemente” e sempre que muda a equipa ministerial, sustenta o líder da FNE, sublinhando que “os melhores resultados obtêm-se com a melhoria gradual” e não com a “instabilidade nas escolas, entre os docentes, os alunos e os pais”.

“Devemos aproveitar o que de melhor foi feito” e fazer com que as novas políticas educativas sejam “construídas sobre consensos”, sustenta João Dias da Silva, que falava à agência Lusa hoje, ao final da tarde, em Coimbra, à margem de uma conferência do antigo secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário Joaquim Azevedo.

Além da defesa da estabilidade no sector, condição “essencial para a melhoria de resultados”, a FNE também vai alertar os partidos para outros problemas da educação no país e apelar para que “o que vier a ser feito” resulte de “consensos, diálogo e estabilidade”.

“Não se pode continuar a anunciar autonomia das escolas”, é preciso levá-la à prática, defende, por outro lado, João Dias da Silva, sublinhando que “autonomia significa responsabilidade, mas também capacidade de decisão da escola e dos seus profissionais”.

A “redefinição de uma matriz curricular” e a revisão do estatuto da carreira docente são outras das preocupações que a FNE irá apresentar aos partidos com representação parlamentar e ao MEP (Movimento Esperança Portugal), aos quais solicitou, na segunda feira, reuniões para o efeito.

A primeira reunião de dirigentes da FNE com partidos políticos será na quinta feira com o Bloco de Esquerda, adiantou João Dias da Silva, que aguarda resposta das restantes formações partidárias.

Embora não tenha representação parlamentar, o MEP obteve uma votação significativa nas últimas eleições, razão que explica a decisão da FNE também se querer encontrar com este movimento, acrescentou.

A mudança de políticas educativas sempre que os responsáveis pelo Ministério da Educação são substituídos também foi muito criticada por Joaquim Azevedo.

“Em vez do paradigma da mudança permanente, é preferível colocar a educação numa rota de melhoria gradual”, defendeu o antigo governante, que dissertou sobre o tema “por um compromisso social pela educação”, na conferência de hoje, em Coimbra, promovida pela FNE, no âmbito de um ciclo de seminários iniciado em Janeiro.


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