A Federação Nacional de Professores (Fenprof) vai reunir-se terça-feira com o Ministério da Educação (ME), onde pedirá “responsabilidades políticas” à ministra. Acções de rua só serão anunciadas depois da reunião, caso a ministra não dê respostas “positivas”.
O secretariado nacional da Fenprof reuniu-se ontem e hoje para debater o “ambiente das escolas”. As conclusões, segundo Mário Nogueira, secretário-geral, são de “enorme perturbação” e “alguma desorientação” nas escolas, devido à “pressão” do Ministério da Educação. As razões serão debatidas com a ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, na reunião de terça-feira, onde serão exigidas “medidas necessárias”.
Os problemas apresentados pela Fenprof dizem respeito aos horários de trabalho, à avaliação de desempenho, à gestão das escolas e ao concurso de professores. A federação vai ainda perguntar à ministra “porque é que este governo desiste de uma das suas bandeiras: a escolaridade obrigatória até aos 12 anos”. Mário Nogueira espera que este “processo de debate” resulte num “processo negocial”, já que “ninguém consegue trabalhar com esta pressão [do ministério] ”.
Segundo Mário Nogueira, há necessidade de uma grande acção de rua ainda no primeiro período, mas não adianta quando, nem como. A Fenprof quer debater as propostas de acção com a Plataforma Sindical dos Professores para poder “apresentar propostas concretas”. A reunião com a plataforma terá lugar segunda-feira, mas não serão logo anunciadas as conclusões, dado que querem esperar até se reunirem com o ME. A Fenprof não quer “que a ministra se sinta pressionada”, tendo esperança que o ME crie “possibilidades para que o clima de tranquilidade” volte às escolas. Mário Nogueira acredita que a “ministra tem condições para dar respostas positivas”.


