A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considera que a eventual redução do número de exames nacionais do 12º ano "pode ser uma medida errada" e lamenta que os professores não tenham sido consultados sobre esta matéria.
"Esta medida, que aparentemente parece ser positiva e popular, pode ser uma medida errada" porque não vai simplificar o acesso ao ensino superior, afirmou Augusto Pascoal, da Fenprof.
O sindicalista reagiu assim à notícia do PÚBLICO de hoje, que indica que o Ministério da Educação quer reduzir para três o número de exames nacionais que os alunos têm de fazer no final do ensino secundário. A proposta é que os estudantes façam apenas três provas (até agora faziam em média cinco) de avaliação externa e que as provas de Português e Filosofia deixem de ser obrigatórias.
Para Augusto Pascoal, "está a incorrer-se em mais uma medida que não resulta de uma avaliação do que há de pior no acesso ao ensino superior". "Temos que ver a que cursos é que os alunos se candidatam e só depois trabalhar para reduzir a complexidade no acesso ao ensino superior", defendeu o responsável da Fenprof.
Pascoal afirmou que "ninguém compreende por que é que se vai eliminar o Português" dos exames nacionais obrigatórios e lamentou ainda que os professores não tenham sido consultados sobre essa proposta governamental.
"Não basta ouvir o Conselho Nacional de Educação, há que ouvir os que estão no terreno e os professores têm certamente uma palavra a dizer", disse Augusto Pascoal.


