A Federação Nacional de Professores poderá requerer uma negociação suplementar do projecto de diploma sobre o Estatuto da Carreira Docente. No final de mais uma ronda de negociações, a Fenprof indicou ontem à noite que "há dois aspectos que continuam marcados por uma profunda diferença" nas posições defendidas pelo Ministério da Educação (ME) e pelos sindicatos, nomeadamente no que respeita aos horários dos professores.
Numa nota enviada à comunicação social, a Fenprof afirma que o Ministério revelou estar "absolutamente inflexível" no que respeita aos horários e que apenas remete "eventuais "ajustamentos" para o diploma legal que irá estabelecer a organização do próximo ano lectivo".
"A manter-se esta posição, fica a senhora Ministra a dever uma explicação a quantos acreditaram nas suas palavras quando reconheceu publicamente a necessidade de alterar os horários de trabalho dos docentes e garantiu que isso aconteceria", acrescenta-se na nota.
De manhã, João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação, sublinhara que o acordo de princípios assinado, em Janeiro, pelo ME e sindicatos de professores "está a ter expressão nos diplomas legais".
"Já estamos numa versão bastante adiantada do texto do novo Estatuto da Carreira Docente (ECD)", afirmou o dirigente sindical à Lusa.
O Ministério da Educação (ME) deverá entregar aos sindicatos na próxima semana o decreto regulamentar com as novas regras da avaliação de desempenho dos professores.


