Educação

Fenprof exige que Governo retire "o lixo" que introduziu no Estatuto da Carreira Docente

18.03.2010 - 17:18 Por Lusa

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Mário Nogueira diz que as expectativas dos professores estão frustradas Mário Nogueira diz que as expectativas dos professores estão frustradas (Rui Gaudêncio)
A Fenprof exigiu hoje ao Governo que retire da nova versão do Estatuto da Carreira Docente o “lixo” que foi introduzido no diploma sem negociação e acusou a tutela de frustrar as expectativas dos professores.

“Resolver o problema aqui não é negociar já coisa nenhuma, porque a negociação terminou. É retirar o lixo que foi introduzido na carreira e não foi discutido nem negociado com ninguém”, afirmou o secretário geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, à saída de uma reunião com o secretário de Estado adjunto e da Educação.

De acordo o dirigente sindical, o Governo introduziu na última proposta de alteração ao diploma “matérias gravíssimas” que, segundo afirmou, “não fizeram parte da agenda negocial, do acordo, nem sequer de uma conversa informal”.

“O Ministério da Educação quer mais precariedade, mais instabilidade, mais mão-de-obra barata nas escolas. O que está ali a dizer [na proposta] é que o ministério quer continuar a desvalorizar a profissão de professor”, criticou Mário Nogueira.

O diploma, segundo os sindicatos, indica como formas de mobilidade a mobilidade interna e a cedência de interesse público, quando anteriormente estavam definidas a colocação por concurso, a permuta, o destacamento, a requisição ou a comissão de serviço.

Mário Nogueira critica ainda a questão dos vínculos, nomeadamente o fim dos quadros de escola e de agrupamento, transformados em mapas de pessoal, nos quais os professores passarão a ser abrangidos por contratos individuais de trabalho.

“Os professores contratados passam a fazer parte de uma mapa de pessoal, o que quer dizer que deixam de estar na carreira [docente], explicou.

O líder da Fenprof revelou ainda que os professores tinham criado em relação a esta equipa ministerial expectativas, que se revelam agora “frustradas”.

“Quando há expectativas e são frustradas desta forma a desilusão é enorme e em vez de 100 mil vêm mais”, afirmou, numa referência às manifestações de professores de 2008.

Aliás, novas formas de protesto vão estar em cima da mesa na reunião do secretariado nacional da Fenprof, sexta-feira, bem como no conselho nacional, no sábado.

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Comentário + votado

E o que pensa o resto da sociedade civil?

Pronto! É evidente que este sindicalista profissional não ía demorar muito a mostrar ...

MarRevolto

18.03.2010 19:28

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