Fenprof apoia os professores dos politécnicos mas não avança para a greve 
02.07.2009 - 19:01 Por Bárbara Wong
Depois do Sindicato Nacional do Ensino Superior (Snesup) ter feito um pré-aviso de greve às avaliações nos institutos politécnicos, a partir da próxima terça-feira, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) veio reafirmar o seu apoio aos professores do politécnico, salvaguardando que não se vai associar ao protesto, informa João Cunha Serra, responsável da Fenprof.
“Respeitamos, mas não nos associamos”, declara. “Não vamos criar obstáculos ao diploma”, acrescenta. Em comunicado, a Fenprof defende que são “falsas” quaisquer acusações que lhe imputem responsabilidades, quanto ao processo de transição dos professores, exigido pelos estatutos de carreira, aprovados anteontem, em Conselho de Ministros.
Em causa está o processo de transição que os professores dos politécnicos acusam de por em risco os seus postos de trabalho.
Cunha Serra reforça que a Fenprof continuará a bater-se pela alteração do regime transitório e defende que o próximo Governo deve adoptar como prioritária a resolução deste problema. Por isso, já pediu reuniões aos grupos parlamentares para apresentar as razões da sua discordância.
Nem a Fenprof, nem o Snesup, as organizações sindicais com mais professores associados, assinaram o acordo com o Governo sobre o estatuto dos professores do ensino superior universitário e politécnico.
Gonçalo Xufre, presidente do Snesup considera o acordo uma “farsa” porque os sete sindicatos que assinaram não têm qualquer peso no ensino superior. Também Cunha Serra reforça que se tratam de organizações de “menor representatividade”.
O Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos já veio a público congratular-se pela aprovação dos estatutos.

