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Revisão do Estatuto da Carreira Docente

Fenprof admite “todas as formas de luta” contra proposta do Ministério

29.05.2006 - 20:09 Por Lusa

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O processo negocial irá prolongar-se até final de Outubro, período que abrange os exames nacionais e o arranque do novo ano lectivo O processo negocial irá prolongar-se até final de Outubro, período que abrange os exames nacionais e o arranque do novo ano lectivo (Nélson Garrido/PÚBLICO (arquivo))
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) admitiu hoje a possibilidade de convocar greves e manifestações durante a negociação das alterações ao Estatuto da Carreira Docente (ECD) propostas pelo Ministério da Educação, que classifica como péssimas.

“Todas as formas de luta vão estar em cima da mesa durante a negociação. A luta tem de se fazer durante o processo [negocial] para fazermos pressão no sentido de alterar esta proposta, que é péssima e põe em causa os professores”, disse à agência Lusa Anabela Delgado, no final da primeira reunião sobre esta matéria, realizada hoje com o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira.

O processo negocial irá prolongar-se até final de Outubro, um período que abrange alturas sensíveis como a realização dos exames nacionais, em Junho e Julho, e o arranque do novo ano lectivo, em Setembro.

Em declarações à Lusa, a dirigente sindical escusou-se, no entanto, a adiantar pormenores relativos à contestação dos professores, referindo apenas que as acções de protesto deverão ser decididas e agendadas durante o Conselho Nacional da Fenprof, que decorre a 8 e 9 de Junho, altura em que deverá também ser elaborada a contraproposta da federação.

Num contexto em que a avaliação dos professores está na ordem do dia, Anabela Delgado não tem dúvidas em atribuir à proposta do Ministério da Educação “a nota mínima”. “Não há uma única alteração que melhore as coisas. A duração da carreira aumenta, os horários ficam mais pesados, a avaliação de desempenho [dos professores] inclui factores completamente inaceitáveis, como a taxa de abandono dos alunos e a apreciação dos pais", criticou.

A Fenprof considera ainda que a proposta de alteração ao ECD apresentada pela tutela está incompleta, uma vez que não faz qualquer referência ao regime remuneratório dos docentes, que terá de ser necessariamente alterado com a redução do número de escalões em que a carreira está organizada. “O ministério diz que isso está dependente de toda a Administração Pública e não deu qualquer calendário para apresentar essa informação, mas sem isso a Fenprof não se poderá pronunciar”, afirmou.

O Ministério da Educação apresentou no sábado, em conferência de imprensa, as propostas de alteração ao Estatuto da Carreira Docente – que prevêem, entre outras medidas, que os pais ou encarregados de educação passem a fazer individualmente uma avaliação do trabalho dos professores que dão aulas aos seus filhos ou educandos.

Segundo o secretário de Estado Adjunto da Educação, os pais não vão poder pronunciar-se sobre as competências científicas dos professores, nem tão pouco avaliarão “elementos objectivos”, cabendo-lhes apenas a avaliação de outros aspectos, como a relação pedagógica dos professores com os alunos ou a sua disponibilidade para o acompanhamento.

Além da contribuição individual dos pais ou encarregados de educação, passam a participar neste processo o próprio docente, com uma autoavaliação, o coordenador escolar (de departamento ou conselho de docentes), a direcção executiva e ainda uma comissão de coordenação de avaliação de desempenho.

Da avaliação de desempenho passam a resultar cinco níveis: Excelente (9 a 10 valores), Muito Bom (8 a 8,9 valores), Bom (7 a 7,9 valores), Regular (5 a 6,9 valores) e Insuficiente (1 a 4,9 valores), substituindo os anteriores Bom, Satisfaz e Não satisfaz.

Os docentes que obtenham Excelente e Muito Bom progridem mais rapidamente e recebem um prémio pecuniário, que será “em percentagem, implicando alterações na grelha salarial”; os que receberem uma avaliação de Bom progridem normalmente e os que tiverem Regular vêem suspensa a mudança de escalão.

Com uma avaliação de Insuficiente, o tempo para progressão e acesso na carreira deixa de contar, sendo que, no caso dos contratados, não haverá renovação do contrato. Se um professor obtiver duas qualificações de insuficiente, passa ao quadro de mobilidade.

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Anonima- Porto

Enfim cada vez mais me sinto mais incredula com este pais .....pois fala-se tanto do problema dos ...

Anónimo

05.09.2008 17:58

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