As universidades públicas e privadas encerraram 737 cursos entre 2009 e 2010, a maioria criados já depois da implementação, há cinco anos, do processo de Bolonha. A falta de procura é a principal razão para o fecho destes ciclos de estudos. Entre a oferta que foi cancelada, metade não chegou a entrar em funcionamento por nunca ter tido estudantes inscritos. "Houve uma corrida à criação de cursos, em especial a cursos de mestrado, sem haver uma estratégia muito pensada", defende o presidente da agência responsável pela avaliação dos cursos de ensino superior, Alberto Amaral.
Em Dezembro de 2009, estavam registados em Portugal cinco mil cursos no sistema público, privado e concordatário, divididos entre licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Dos 737 encerrados nos últimos anos, 373 ficaram a dever-se à desistência da instituição de ensino superior durante o novo processo de acreditação preliminar, que passou a ser obrigatório no início de 2010. A maioria destes fazia parte do ensino privado.
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