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Secretário de Estado das Comunidades de Portugal

Falta de professores resolvida com reorganização de ensino de português

31.03.2008 - 21:06 Por Lusa

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António Braga defende que medida permitiria colaborar com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa António Braga defende que medida permitiria colaborar com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Lionel Balteiro (arquivo))
O secretário de Estado das Comunidades de Portugal disse hoje que a reorganização do ensino da língua no exterior resolverá situações como a falta de professores num programa-piloto para tornar o português primeiro idioma estrangeiro na Venezuela. António Braga salientou que a medida "permitirá enquadrar e responder não só às exigências da comunidade portuguesa no estrangeiro, a breve prazo, como ainda cooperar no seio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa".

O objectivo, acrescentou, é "responder à permanente e crescente procura, quer de formação de professores, quer de professores de língua portuguesa". "Para esse efeito, o Governo está a preparar um programa que será anunciado muito em breve, no sentido de, dentro das possibilidades, corresponder às expectativas criadas com a introdução do português em diferentes países, nomeadamente naqueles onde a comunidade portuguesa tem presença", anunciou.

O Governo venezuelano decidiu incluir a língua portuguesa como disciplina opcional no currículo oficial do próximo ano lectivo, mas a falta de professores foi considerada um obstáculo para a iniciativa que vai arrancar com um programa-piloto em Outubro.

Fonte próxima do secretário de Estado das Comunidades adiantou que "a solução pode estar no recurso a professores no desemprego".

António Braga escusou-se a pronunciar-se sobre as declarações feitas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e as de João Gomes Cravinho, seu colega no Governo.

Descoordenação e falta de verbas
Luís Amado criticou hoje a descoordenação inter-governamental com a Cultura e a Economia, e João Gomes Cravinho reconheceu na semana passada a falta de dinheiro para enviar professores de português para a Venezuela.

António Braga preferiu também não se pronunciar sobre a iniciativa hoje divulgada em Brasília, de que o Brasil vai cooperar com a Venezuela para garantir a adopção da língua portuguesa como primeiro idioma estrangeiro.

A oposição parlamentar portuguesa criticou hoje unanimemente a política de ensino de português no estrangeiro e o CDS-PP anunciou que o partido está a preparar uma iniciativa legislativa sobre a defesa e promoção da língua portuguesa.

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Bora nessa Vanessa

Aposto que o sonho dos Professores a contrato é ir já a correr para a Venezuela dar aulas de ...

Fred

01.04.2008 00:43