Exame de Física e Química com “incorrecções na apresentação dos problemas”

14.07.2009 - 17:53 Por Andreia Sanches, Romana Borja-Santos
A prova é menos extensa do que a apresentada na 1.ª fase dos exames nacionais. Mas mais difícil. E quanto a erros, não tem, pelo menos grosseiros. Mas tem “incorrecções”. É este, no essencial, o parecer da Sociedade Portuguesa de Química (SPQ) ao exame nacional de Física e Química A realizado esta manhã pelos alunos do ensino secundário.
“A prova não contém erros grosseiros, tal como, aliás, deve ser a regra num exame nacional. No entanto, são notórias algumas incorrecções na apresentação dos problemas e na linguagem utilizada que, embora se considere que não prejudicam o desempenho do aluno médio, não podem deixar de ser criticadas”, lê-se no parecer da SPQ.
O exame de Física e Química A não correu bem a muitos dos mais de 36 mil alunos que prestaram provas na 1.ª fase: 24 por cento reprovaram. A média nacional foi de 8,4 valores.
Balanço é positivo, diz a ministra
Hoje, a ministra da Educação voltou a referir-se aos exames da 1.ª fase. Disse que à excepção de Físico-Química, a primeira fase de exame nacionais do ensino secundário merece um balanço “positivo”.
“A época de exames que terminou foi uma óptima época, com conforto para as escolas e os alunos, e em que as provas estavam adequadas”, defendeu Maria de Lurdes Rodrigues.
No que diz respeito às críticas que têm sido feitas às provas e aos resultados, Maria de Lurdes Rodrigues respondeu que estamos perante “novos patamares de insatisfação”, que resultam de uma maior exigência para com a escola pública. “Foi uma óptima época de exames. Não houve problemas”, reiterou a responsável, que preferiu colocar a tónica no grande número de positivas obtido. “Isto é um progresso enorme porque o nosso ponto de partida era justamente o contrário”, disse a ministra, que falava no final da sessão de apresentação da oferta de cursos profissionais para o próximo ano lectivo, na qual também participou o primeiro-ministro, José Sócrates.

