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Financiamento das universidades e Acção Social dominaram debate entre as direcções académicas

Estudantes querem alargamento das bolsas para ensino superior

11.01.2010 - 07:45 Por Samuel Silva

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Esta reivindicação será apresentada em breve ao ministro Mariano Gago Esta reivindicação será apresentada em breve ao ministro Mariano Gago (Pedro Cunha (arquivo))
Os estudantes do ensino superior querem que seja alterada a fórmula de cálculo dos rendimentos das famílias que está na base da atribuição das bolsas de estudo. Milhares de alunos não têm direito a apoio da Acção Social, apesar das dificuldades económicas por que passam, estimam os dirigentes estudantis. O tema marcou a discussão durante o Encontro Nacional de Direcções Associativas (ENDA) que decorreu durante o fim-de-semana no pólo de Braga da Universidade do Minho.

"Queremos uma acção social mais justa e isso passa por um alargamento da base de atribuição das bolsas de estudo", defende Pedro Soares, presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). A atribuição do apoio social define um valor de gasto médio mensal dos estudantes que ronda os 500 euros. No entanto, um estudo encomendado pela AAUM e que foi discutido durante o ENDA mostra que as despesas associadas à frequência do ensino superior são mais elevadas, chegando aos 600 euros por mês. Essa diferença deixará milhares de pessoas estudantes fora do sistema de Acção Social, o que poderá afastar muitos estudantes do Ensino Superior, defendem os dirigentes.

Esta reivindicação será apresentada em breve ao ministro Mariano Gago, mas as acções concretas de contestação estavam ainda a ser discutidas à hora do fecho desta edição. As conclusões finais do ENDA foram também divulgadas já durante a última madrugada.

Além da Acção Social, o documento deve fazer referência à questão do financiamento do ensino superior. As direcções associativas analisaram durante o dia de ontem o peso que o superior tem no Orçamento do Estado de vários países europeus, apontando por isso o dedo ao "sub-financiamento" que o sistema nacional apresenta.

Durante o ENDA ouviram-se também críticas ao processo de Bolonha. "É difícil dizer que tenha sido implementado da forma mais correcta", sublinha a organização do encontro em comunicado. Os estudantes defendem ainda uma harmonização do regime de prescrições das matrículas nas universidades nacionais e vão exigir que a medida seja suspensa enquanto não for possível uniformizar a sua aplicação. Outra área em que os dirigentes académicos querem que haja igualdade de tratamento nas várias instituições de ensino superior é no regime de estudante a tempo parcial.

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