Os alunos da Universidade Internacional (UI) de Lisboa não estão em pânico com o encerramento da instituição porque a administração garantiu fazer o possível para contrariar a decisão do Governo, disse hoje o presidente da Associação de Estudantes (AE).
"O que nos foi garantido é que a administração da SIPEC tudo fará para contrariar o encerramento da Universidade", disse à Agência Lusa Rui Ramalho, referindo-se a uma reunião mantida segunda-feira com a administração da Sociedade Internacional de Promoção de Ensino e Cultura (SIPEC), gestora da UI.
"Os estudantes não estão em pânico nem estão a sair, porque nas razões invocadas para o encerramento fala-se de falta de viabilidade económica e não em falta de qualidade pedagógica", acrescentou.
"Foi-nos garantido que a SIPEC tudo fará para continuar, porque para encontrar viabilidade económica há sempre soluções", destacou ainda.
O responsável pela AE afirmou acreditar "na boa fé e no bom senso do senhor ministro para uma situação em que ficam prejudicadas cerca de 500 famílias" e criticou o anúncio do encerramento quando as aulas decorrem há cerca de um mês.
O presidente da AE realçou o facto de cerca de 99 por cento dos estudantes da Internacional serem trabalhadores estudantes, com uma faixa etária acima dos 30 anos e com responsabilidades e compromissos familiares que dificultam eventuais transferências de cidade.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior ordenou sexta-feira o encerramento compulsivo da Universidade Internacional de Lisboa e da Figueira da Foz, decisão que é provisória e passível de recurso, no prazo de dez dias úteis, por parte da entidade gestora, a SIPEC.
Segundo o ministro, a Inspecção-Geral do Ministério concluiu que havia falta de viabilidade económica da entidade gestora, o que teria um impacto negativo na actividade dos estabelecimentos de ensino.


