Os estudantes do ensino básico e do secundário afirmam que cerca de 30 mil alunos participaram hoje nas manifestações realizadas em todo o país e adiantam que está a correr um abaixo-assinado para recolher 50 mil assinaturas.
Os alunos que decidiram "fazer do dia 4 de Fevereiro uma grande jornada de luta", no continente e ilhas, reivindicam a revogação do estatuto do aluno, do regime de faltas, a aplicação imediata da educação sexual nas escolas, o fim dos exames nacionais, a melhoria das condições dos estabelecimentos de ensino e a gratuitidade dos manuais escolares.
Em comunicado, a Delegação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico (DNAEESB), que promoveu o protesto, acusou o Ministério da Educação, os agentes da autoridade e as escolas de uma acção concertada para "impedir os protestos identificando estudantes, fechando portões para impedir os estudantes de saírem da escola e impedindo trajectos de manifestações".
A DNAEESB fala ainda em dezenas de estudantes identificados pela polícia em todo o país e afirma ter tomado conhecimento de "uma circular do Gabinete Coordenador da Segurança Escolar em que se ordenou às escolas que tomassem 'medidas especiais' com vista a impedir a realização dos protestos".
O Ministério da Educação nega ter havido quaisquer orientações no sentido de impedir os protestos, manifestando-se respeitador dos "direitos de liberdade de associação dos estudantes".


