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Objectivo é aferir progresso das escolas

Escolas não vão ser obrigadas a aplicar as metas de aprendizagem

21.02.2010 - 16:37 Por Bárbara Wong

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As metas de aprendizagem não vão ser obrigatórias, ou seja, os professores não serão obrigados a aplicá-las, mas servirão como uma orientação para que cada um saiba o que, na sua disciplina, cada aluno deve saber no final de cada ciclo, revela Natércio Afonso, professor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, escolhido pela ministra da Educação para coordenar a equipa que vai definir as metas. Em Junho, a proposta será entregue ao Ministério da Educação para que possa ser aplicada no próximo ano lectivo.

A primeira medida que Isabel Alçada anunciou foi a criação de metas de aprendizagem para todos os ciclos. Essas serão fundamentais para reanalisar a "articulação curricular" entre disciplinas, "tornar os programas mais claros" e adoptar instrumentos de avaliação que permitam aferir o "progresso das escolas, das turmas, de cada aluno", disse a ministra em Dezembro, perante a Comissão Parlamentar de Educação.

"Eventualmente, esse documento pode ser uma referência importante para repensar os programas", confirma Natércio Afonso. "É um trabalho preparatório para a reformulação e reorganização dos programas e dos currículos", acrescenta. Mas, para já, as metas estão a ser preparadas para os actuais programas. Se entretanto houver alguma mudança, "será relativamente fácil o reajustamento", acredita.

Natércio Afonso diz que "a ideia é que o documento [das metas de aprendizagem] não seja normativo, não substitua nada, mas que seja muito útil aos professores". E acrescenta, justificando: "A última palavra vai ser dos professores. Há documentos normativos que são obrigatórios mas pouco utilizados pelos professores, como o currículo nacional. O que queremos é que qualquer escola o possa utilizar".

No início do próximo ano vai ser criada uma rede de escolas, 30 a 50, que apliquem as metas para que, no final do ano lectivo, se possa fazer uma segunda versão do documento, actualizando-o, tendo em conta a experiência das escolas, prevê o professor da Universidade de Lisboa. Findo o trabalho para o ensino básico, a equipa definirá as metas para o secundário (só o núcleo central de disciplinas) e, num terceiro ano, as metas para o ensino profissional e tecnológico. É um trabalho a quatro anos que foi sistematizado no primeiro relatório entregue à tutela, em Dezembro passado.

O grupo de trabalho de Natércio Afonso não pretende fazer sugestões no campo da avaliação. "A aposta é influenciar o mundo da profissão, os autores de manuais, o trabalho com os alunos e também os professores que fazem os exames, mas não vamos pedir um despacho ministerial. Há uma multiplicidade de decisores e a nossa ideia é influenciá-los", determina.

As metas estão a ser pensadas para aplicar do pré-escolar ao final do 3.º ciclo. A equipa de Natércio Afonso já escolheu os nomes de quem vai definir o que os alunos devem saber em cada disciplina. Inês Sim-Sim, da Escola Superior de Educação (ESEL) de Lisboa, será responsável pelo grupo que estabelecerá as metas para a Língua Portuguesa; Lurdes Serrazina, da mesma escola, lidera a equipa da Matemática; Isabel Barca, da Universidade do Minho, a de História; Herculano Cachinho, da Universidade de Lisboa (UL), está pela Geografia; Isabel Martins, da Universidade de Aveiro, pelas Ciências; Cristina Avelino, da UL, está à frente das Línguas Estrangeiras; Leonardo Rocha, da Universidade Lusófona, da Educação Física; e Elisa Marques, da ESEL, pelas Artes.

Todos os meses, as equipas reúnem-se para fazer uma articulação horizontal das diferentes disciplinas, com o objectivo de estabelecer uma harmonização. O grupo terá ainda em conta o que foi feito em outros países como a Finlândia, Inglaterra, Áustria, Austrália e Nova Zelândia, onde já foram estabelecidas metas de aprendizagem.

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Para quando exames a todas as disciplinas?

Chega de esquerda a castrar Portugal. Eu quero que os meus alunos façam exames à minha ...

Rantanplan

22.02.2010 22:49