• Reino Unido e Alemanha estão à procura de médicos e enfermeiros portugueses
  • Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Tóquio inaugura torre mais alta do mundo

Educação

Escolas: cinco exemplos de boas práticas

22.03.2010 - 09:30 Por Carlos Dias, Clara Viana, Romana Borja-Santos

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
 (Enric Vives-Rubio)
Arcos de Valdevez - Primeiro compromisso, não aceitar
Há dois anos, o bullying foi tema de uma actividade desenvolvida na disciplina de Área de Projecto na escola EB 2,3 de Arcos de Valdevez.

Foi o ponto de partida para a constituição do Clube Mediador, um projecto lançado por dois professores e cuja actividade contribuiu, segundo conta um dos dois docentes responsáveis, Francisco Carvalho, para que o agrupamento de escolas de Valdevez (26 escolas) esteja hoje "muito sensível e atento ao fenómeno". Primeiro compromisso: "Entender o bullying não como um fenómeno natural de qualquer processo de crescimento, mas como um comportamento não aceitável, de discriminação e violento, com consequências gravíssimas para todos os envolvidos." Os alunos foram convidados a fazer trabalhos e cartazes sobre o fenómeno, que foram afixados nas "zona mais problemáticas da escola". Procedeu-se a um diagnóstico, através de inquéritos, disponibilizaram-se documentos, filmes e sites, para os directores de turma usarem nas aulas de Formação Cívica.

Criou-se a figura do "padrinho" para os alunos mais novos, do 5º ano, considerado como "o grupo mais susceptível de sofrer com este tipo de violência/agressão".

Desenvolveram-se também actividade lúdicas e desportivas com alunos do 4º ao 12º ano, onde se procurou integrar, "de forma controlada", tanto agressores, como vítimas. Foi ainda criado um blogue e um site (www.bullyingescola.com). (C.V.)

Vagos - Contra a política da avestruz
Quando assumiu funções, em 2007/08, Júlio Castro, director do agrupamento de Vagos, distrito de Aveiro (42 escolas), recusou a política de avestruz. Ao contrário do que ainda é norma, assumiu-se que o bullying existia no agrupamento, ainda que não com muitos casos.

Mas antes de intervir é preciso perceber o fenómeno, estudá-lo, diz. O agrupamento estabeleceu uma parceria com o então professor da Universidade de Aveiro e actual secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura, que delineou as acções de formação desenvolvidas para professores, auxiliares, alunos e pais. Foram adoptados dois planos de intervenção autónomos: um contra o bullying, outro contra a indisciplina. São fenómenos distintos, que exigem soluções diferentes, alerta.

Alunos do 9º ano foram chamados a acompanhar outros mais novos. Foi constituída uma equipa pluridisciplinar que integra docentes e duas psicólogas. A triagem dos casos sinalizados é feita por esta equipa, que propõe também as estratégias para cada situação. Não é só a vítima, mas também o agressor que precisa de ser acompanhado, defende Castro. Em vez da suspensão com proibição de frequência da escola, privilegia-se a realização obrigatória de trabalhos no espaço escolar. Júlio Castro assegura que, no geral, têm conseguido envolver os pais. (C.V.)

Damaia - "Um ninho"
Com 800 alunos, a Escola Dr. Azevedo Neves, na Damaia, situada numa zona problemática, aprendeu a ser "um ninho" para toda a comunidade. "Nem sempre foi assim, mas agora os alunos e as famílias estão conscientes de que a escola os protege e aprenderam os limites da indisciplina", explicou José Biscaia, professor neste estabelecimento de ensino há 16 anos, 13 dos quais como director.

Estatísticas

  • 222 leitores
  • 2 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1428745

Comentário + votado

Parabéns!

Excelente artigo e ainda mais, excelentes práticas. Braços cruzados e fatalismo são ...

Rita

22.03.2010 14:14

X

Mais em Educação (6 de 8 artigos)

FNE reconstitui-se como entidade sindical, após ser extinta devido a litigio com Ministério Público