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Três funcionárias para 350 crianças

Escola fechada em Lisboa em protesto por falta de auxiliares

24.10.2011 - 09:48 Por Lusa

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Os pais consideram que há pouca vigilância para tantas crianças Os pais consideram que há pouca vigilância para tantas crianças (Foto: Martim Ramos/arquivo)
A escola básica número 34 da Alta de Lisboa está hoje fechada por causa de um protesto convocado pela associação de pais, que se queixa de falta de vigilância às crianças e exige a colocação de mais sete auxiliares educativas.

Irene Pinto, presidente da associação de pais, explicou que as 350 crianças da escola - que têm entre 3 e 9 anos - são vigiadas apenas por três funcionárias, sendo que uma tem só 20 por cento de aptidão para trabalhar, outra está dedicada à sala de multideficiências (oito crianças da escola são deficientes, sendo que cinco usam cadeira de rodas) e outra ainda está orientada para o jardim-de-infância.

O protesto foi convocado pelos pais, tendo a presidente da associação avançado que teve o apoio da direcção da escola. A escola, que deveria abrir esta manhã às 08h, está encerrada, sendo que no portão principal foram colocados plásticos pretos.

Os pais consideram que há pouca vigilância para tantas crianças e pedem, por isso, a contratação de sete novas funcionárias, cinco para o primeiro ciclo e duas para o jardim-de-infância.

Faltam dez auxiliares

Os pais dos alunos querem realizar hoje um “cordão humano” junto à escola. Pedro Gomes, da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas do Alto do Lumiar, referiu, por seu lado, que o “cordão humano” pretende alertar mais uma vez o Ministério da Educação e a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) para a falta de segurança.

Segundo relatou Pedro Gomes, cinco auxiliares da escola encontram-se de “baixa” e o ministério e a DREL têm conhecimento da situação, mas a informação que a associação de pais tem indica que neste momento não há verbas para resolver o problema.

No total das escolas daquele agrupamento faltam dez auxiliares, segundo as contas da associação de pais, mas não há sinais de haver disponibilidade financeira da DREL para contratar quem quer que seja, devido às medidas de austeridade.

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Anónimo

26.10.2011 13:54

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