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Direcção Regional do Norte nega discriminação racial em escola de Barcelos

Escola da Lagoa Negra: três partidos políticos pedem presença da ministra da Educação no Parlamento

17.03.2009 - 10:36 Por PÚBLICO

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Ana Drago exige respostas claras por parte da ministra Ana Drago exige respostas claras por parte da ministra (PÚBLICO (arquivo))
O PSD, PCP e o Bloco de Esquerda (BE) já pediram a presença da ministra Maria de Lurdes Rodrigues no Parlamento para explicar o facto de 17 alunos ciganos terem aulas à parte, na escola básica de Lagoa Negra, de Barcelos, noticia hoje a TSF. A Direcção Regional do Norte nega a discriminação racial.

Segundo um comunicado da DREN, a criação de uma turma-projecto é uma “medida provisória” e o seu objectivo era responder às especificidades deste grupo de jovens, como o risco de abandono e a dificuldade de frequência, adequando os currículos e horários de funcionamento. Quanto ao contentor, a DREN diz que a turma funciona num “monobloco igual a centenas de outros utilizados nas nossas escolas”, garantindo que este possui todas as condições, como sistema de aquecimento e ar condicionado.

Margarida Moreira, directora regional de Educação do Norte, negou ontem à RTPN que haja discriminação racial naquela escola e comentou que se trata de um caso de discriminação positiva.

“Há uns anos em Barqueiros, politica ou partidariamente, houve quem defendesse a expulsão dos ciganos de lá. Houve uma escola que disse: não podemos perder estes alunos. Porque nós temos mais 37 alunos de etnia cigana que estão nas turmas normais. (...) A DREN autorizou este projecto em Agosto, salvo o erro, ou em Julho do ano passado, exactamente porque são projectos de discriminação positiva”, comentou.

Mas estas explicações não descansaram três partidos políticos que pediram a presença da ministra da Educação no Parlamento.

“Julgo que se impõe, dada a gravidade deste caso, uma palavra por parte do Governo, nomeadamente da sra. Ministra da Educação, porque a verdade é que da DREN [Direcção Regional de Educação do Norte] já estamos habituados a tomadas de posição e decisões de carácter muito arbitrário”, declarou Pedro Duarte, deputado do PSD, à TSF.

António Filipe, deputado do PCP, diz ter ficado pouco convencido com a resposta da DREN e não compreende “como é que se pode achar que as crianças devam ter aulas num contentor”. Segundo aquela rádio, o deputado quer ver “esclarecido o motivo de haver uma turma composta exclusivamente por alunos de etnia cigana”.

Da parte do BE, a deputada Ana Drago exige “respostas claras” por parte da ministra Maria de Lurdes Rodrigues e considera que este é um modelo que não contribui para a integração das crianças.

Já Francisco Monteiro, director executivo da Pastoral dos Ciganos, pede que os poderes públicos prestem mais atenção a esta comunidade. “Assim como a comunicação social deu alguns passos no sentido positivo, assim também a sociedade, e as autarquias, e os próprios poderes públicos, têm que, realmente, dar algum valor, não ignorar os problemas, não passar por cima deles, não fazer de conta que não se conseguem resolver, não dizer ‘nós não conseguimos fazer nada’", comentou à Rádio Renascença.

"Os ciganos estão ansiosos por serem ouvidos, só que ninguém os ouve. Os problemas graves que vão acontecendo, por exemplo, a nova legislação sobre as feiras e os mercados... eles não foram ouvidos para coisa nenhuma", acrescentou.

Notícia actualizada às 10h46

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Discriminações

Não, Atónita de Aveiro, a palavra discriminação significa "distinção" apenas. Vá a um bom ...

Atónita

18.03.2009 17:01

X

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