Palavra dominante esta manhã entre os alunos da Escola Secundária Padre António Vieira, em Lisboa, que tinham acabado de fazer o exame nacional de Matemática do 12.º ano: “Acessível.”
De calculadora na mão e ar aliviado por concluir o último exame nacional – e logo aquele que é considerado como dos mais difíceis – os estudantes iam saindo das salas de aula e deixando para trás duas horas de prova.
“Correu bem. Achei que era até um exame bastante acessível. Comparei com exames de 1993 e olhava para eles e ficava um bocado preocupada com a dificuldade. Mas este foi um exame muito acessível e era fácil para alunos que estudaram”, disse Daniela Martins.
Uma opinião partilhada por outros estudantes. “Correu-me bastante bem. Pelo que estive a ver tenho uma escolha múltipla errada. Estou à espera de boa nota”, contou Solange Moreira, ainda um pouco nervosa. “O exame estava dentro daquilo de que estava à espera. Comparei com exames de anos anteriores e este não me pareceu mais difícil do que o exame da primeira fase do ano passado”, afirmou.
Daniela Martins, que comparou e resolveu exames até 1993 para se preparar, não tem dúvidas de que o grau de dificuldade dos exames foi diminuindo de ano para ano. “Fiz exercícios de todos os anos, todos os exames e a dificuldade tem sido cada vez menor. O deste ano foi igualmente fácil. Não foi facílimo, mas era bastante acessível.”
“Era um bocado pobrezinho”
Edi, o mais tranquilo dos quatro estudantes que falaram à Lusa – apontado pelos colegas como bom aluno a Matemática – saiu do exame um pouco entediado. “Era fácil. É um bocado chato, todos os exercícios são um bocado iguais. Estava à espera que fosse um bocado mais criativo. Era um bocado pobrezinho.”
A primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário terminou hoje com a realização das provas de Matemática. As notas são conhecidas a sete de Julho.


