Portugal, ao abrigo das novas regras do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior, abriu concursos internacionais para os novos reitores das universidades de Lisboa e da Madeira. Mas como é feito o processo de eleição de reitores nos outros países? Exemplos do Reino Unido e de Espanha:
Reino Unido
Os reitores, ou “chancellor”, de grande parte das Universidades britânicas são escolhidos e nomeados pelo seu prestígio, sendo a sua função não-executiva e sobretudo a de representar a universidade, desempenhando um papel de "embaixador". Por exemplo, o marido da Rainha Isabel II, o príncipe Filipe, é o reitor da universidade de Cambridge, enquanto o ex-guitarrista do grupo Queen, Brian May, é o reitor da universidade John Moores, em Liverpool.
Por isso, os reitores não são remunerados, cabendo a gestão das universidades aos vice-reitores (“vice-chancellor”), escolhidos por um conselho directivo da universidade, após um processo de recrutamento público aberto, que difere entre universidades.
No Reino Unido, o salário médio anual de um vice-reitor em 2007 era de 178 mil libras (cerca de 189 mil euros), de acordo com um estudo da revista Times Higher Education.
Espanha
Na generalidade das universidades espanholas os candidatos a reitores apresentam uma candidatura e são sujeitos a um processo eleitoral. O escrutínio tem em conta o somatório ponderado dos votos dos estudantes, pessoal docente e pessoal administrativo, que votam em colégios eleitorais separados.
Portugal
A Universidade de Lisboa (UL) foi a primeira a abrir um concurso público internacional para o cargo de reitor, que decorre ainda, até 12 de Fevereiro, no âmbito das novas regras do Regime Juríico das Instituições do Ensino Superior (RJIES).
Professores e investigadores de qualquer universidade do mundo que tenham qualificações e queiram dirigir a UL podem enviar os respectivos currículos ao cuidado do Conselho Geral (CG) da Universidade, um órgão também novo, constituído por membros internos, mas também com personalidades exteriores à instituição.
Além da nomeação do reitor, cabe ao CG das Universidades dar pareceres sobre o orçamento e planos de desenvolvimento estratégico, o que inclui aprovação dos planos plurianuais, definição do valor das propinas e criação ou extinção de cursos.
Apesar da abertura do concurso a personalidades mundiais, é de salientar que em Portugal, um reitor ganha 6.138 euros por mês, o que pode não ser atractivo para candidatos estrangeiros.


