• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:

Aposentação recusada em Braga

DREN: professor que faleceu com cancro na traqueia teve "as melhores condições" no regresso às aulas

03.07.2007 - 19:27 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
  • 1 de 1 notícias em Educação
A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) garante que a Escola Alberto Sampaio, em Braga, garantiu "todas as condições humanas" ao docente recentemente falecido que a Caixa Geral de Aposentações havia considerado apto para leccionar, apesar de ter cancro na traqueia.
Margarida Moreira diz que não foi atribuído serviço docente ao professor Margarida Moreira diz que não foi atribuído serviço docente ao professor (Paulo Pimenta/PÚBLICO (arquivo))

A directora da DREN, Margarida Moreira, escreve, em comunicado, que o regresso do professor à escola ocorreu depois de a Caixa lhe ter recusado em 2006 a aposentação e de o ter mandado regressar por considerar que não estaria "absoluta e permanentemente incapaz para o exercício de funções".

A responsável salienta que "a escola analisou a situação e criou-lhe as melhores condições, não lhe tendo distribuído, por isso, serviço lectivo".

O caso foi desencadeado por Marcelo Rebelo de Sousa, que leu em directo, na RTP, um e-mail que lhe terá sido enviado por um outro professor, a lamentar a atitude da Caixa Geral de Aposentações, já que o cancro de que o docente padecia o deixara sem voz e, portanto, incapaz para a docência.

Marcelo Rebelo de Sousa levantou dúvida

A missiva enviada a Marcelo falava na morte do professor, deixando nas entrelinhas a dúvida de que a posição da equipa médica da Caixa Geral de Aposentações poderia ter contribuído para tal desfecho ou, no mínimo, tê-lo apressado.

Face à crítica pública, a DREN vem hoje sublinhar que "lamenta a morte deste colega e considera que os seus serviços, tal como a escola, deram ao docente as condições humanas apropriadas à sua condição de saúde".

Garante que o docente falecido "sempre foi acompanhado pela junta médica da DREN, que confirmou a situação de doença, bem como a incapacidade daí resultante, autorizando, em consequência, a baixa médica até 36 meses, limite máximo permitido por lei".

  • 135 leitores
  • 84 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1298432

Comentário + votado

As melhores condições... Esqueceram-se que um prof...

As melhores condições... Esqueceram-se que um professor sem voz não pode exercer as suas normais ...

Anónimo

06.07.2007 16:15

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.