Algumas dezenas de estudantes do ensino secundário concentraram-se esta manhã em frente ao Governo Civil de Vila Real, em protesto contra as aulas de substituição.
Os manifestantes, que pediam também a implementação da disciplina de Educação Sexual nos programas de ensino secundário, protestaram contra os exames nacionais e os elevados custos do ensino.
A adesão à greve, convocada pelas associações de estudantes, foi significativa nas escolas secundárias, mas a maior parte dos alunos preferiu passear pela cidade do que juntar-se à manifestação.
Esta mobilizou apenas algumas dezenas de jovens, que desfilaram até ao Governo Civil, onde depositaram um caixão, que representa "a morte da educação".
Segundo fonte da Escola Camilo Castelo Branco, "a quase totalidade" dos alunos do secundário faltou hoje às aulas e, na de São Pedro, a adesão à greve rondou 50 por cento dos cerca de 500 alunos deste estabelecimento de ensino.
Já na Escola Morgado Mateus foram apenas "30 ou 40", segundo fonte da escola, os alunos que faltaram às aulas.
José Pedro, 17 anos, aluno do 11º ano da Escola Secundária de São Pedro, estava visivelmente insatisfeito com "a pouca participação" dos colegas na manifestação. "Passam todo o ano a queixar-se e quando chega a hora de fazer alguma coisa, não fazem nada. Faltaram às aulas para irem passear ou tomar o pequeno-almoço", frisou.
Os estudantes exigem o fim das aulas de substituição porque, segundo Joana Canelas, 15 anos, aluna do 10º ano, "nelas não se faz nada". "Já jogamos ao galo nas aulas de substituição. Deveriam era pôr um professor da mesma disciplina para que pudéssemos avançar na matéria", salientou José Pedro.
Por sua vez, Emanuel Alves, 17 anos, aluno do 11º ano, defende a implementação da disciplina de Educação Sexual nas escolas porque, segundo diz, já está prevista na lei. "Portugal é um dos países da União Europeia com maior incidência de doenças sexualmente transmissíveis", alertou o jovem.


