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Universidades divergem em relação à iniciativa

Cooperativa denuncia “preconceito” do Governo com ensino privado na Medicina

24.07.2008 - 16:25 Por Lusa

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A Universidade Lusófona sente que a medida pode abrir portas A Universidade Lusófona sente que a medida pode abrir portas (Enric Vives-Rubio (arquivo))
A cooperativa detentora do Instituto Superior de Ciências da Saúde do Norte, que aguarda autorização para abrir um curso de Medicina, considerou hoje que há "preconceito" do poder político em relação à entrada dos privados neste tipo de formação.

O Governo anunciou hoje a criação de um novo curso de Medicina na Universidade do Algarve, que deverá arrancar já no ano lectivo de 2009/2010. O presidente da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU), António Almeida Dias, disse que a prioridade dada à universidade pública do Algarve, face a quatro outras candidaturas, todas de instituições privadas, "é uma decisão política e não técnica".

"Não fiquei surpreendido que o único projecto público que estava em avaliação fosse preferido. Há preconceito em relação ao sector privado", afirmou o presidente da CESPU, uma cooperativa de ensino superior da Gandra, Paredes, que trabalha há 25 anos na área da saúde.

António Almeida Dias garantiu que a CESPU apresenta, no seu projecto, "argumentos que a Universidade do Algarve não tem", ao nível dos recursos humanos e materiais, investigação, qualidade de ensino e historial de formação dedicada exclusivamente à saúde. Segundo o responsável, a CESPU "mantém a expectativa" na aprovação do seu curso, tendo em conta as necessidades do mercado.

De acordo com o dirigente, Portugal vai enfrentar uma perda acrescida de médicos entre 2012 e 2017, por aposentação e porque o sector hospitalar privado, "em fortalecimento, começa a necessitar de muito mais recursos" na área médica. "Ninguém perde com a abertura de mais faculdades de medicina", destacou, afirmando ainda que a oferta privada "passa para o lado do estudante o pagamento da sua formação, libertando o Estado desse financiamento".

O responsável recusou, ainda, que o défice quantitativo de formação em Medicina em Portugal se deva ao "poderio" dos médicos. "Seguramente que os médicos não vêem com bons olhos que estejam a trabalhar em Portugal 3200 colegas espanhóis e que tenham ido a outros países buscar mais médicos para colmatar as insuficiências", afirmou António Almeida Dias. Para o dirigente, Portugal tem "necessariamente" de seguir o exemplo de Espanha, que este ano autorizou mais duas faculdades privadas de Medicina e que, de 2007 para 2008, aumentou o número de vagas de 4343 para 5821.

Reitor da Fernando Pessoa lamenta mais um curso público

O reitor da Universidade Fernando Pessoa lamentou também a criação de mais um curso de Medicina numa escola pública por "razões meramente políticas", assegurando porém que a instituição mantém o seu projecto de ter também o curso. Salvato Trigo salientou que em causa não está um curso de Medicina, mas sim uma pós-graduação, contudo, na sua opinião, "não seria necessário mais um curso de Medicina no ensino público, porque já tem cursos a mais".

No entanto, "este anúncio não prejudica a sequência do processo de candidaturas do sector privado" à abertura de um curso de Medicina, disse. No entanto, "nada prejudica a intenção legítima da UFP", frisou. Na sua opinião, "o Estado não pode condicionar as intenções do sector privado", apenas pode regulá-lo.

A UFP aguarda, desde 2000, a aprovação por parte do governo de um curso de Medicina na instituição. Salvato Trigo referiu que a UFP "reúne todas as condições legais e técnicas" para ver aprovado o seu projecto na área da Medicina e que tal ainda não aconteceu por "razões meramente políticas".

Lusófona defende que foi dado primeiro passo

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Lusófona sente que a criação deste curso de Medicina é um "primeiro passo" na possibilidade de o ensino particular poder vir a administrar este curso. Manuel Damásio considera que a criação deste curso é o "reconhecimento" da falta de médicos em Portugal, ao contrário do que dizem os "lobbies".

Por esta razão, o administrador do grupo Lusófona voltou a afirmar o interesse da sua universidade em criar um curso de Medicina e realçou o direito de os interessados poderem escolher projectos de ensino de medicina entre o sistema público, o privado ou o cooperativo.

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IGUALDADE DE DIREITOS

frequento o 12º ano na escola doutoura cristina torres da figueira da foz,e aqui pelo menos na ...

Anónimo

14.11.2009 17:58

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