As empresas Prológica Sistemas Informáticos, JP Sá Couto, Prológica Solutions e os consórcios Inforlândia/Insys e Bechtle Direct/ACER apresentaram propostas para o fornecimento dos novos computadores do programa e.escolinha, disse hoje fonte oficial do Ministério da Educação.
"De momento, as propostas estão a ser analisadas, não estando ainda marcada data para o anúncio do vencedor", disse à Lusa a fonte do Ministério da Educação, escusando-se, contudo, a avançar os valores das propostas.
O concurso, que prevê o fornecimento e garantia técnica, por três anos, de 250 mil computadores portáteis para os alunos do 1.º ciclo do ensino básico, acabou por ficar marcado pelas desistências de várias empresas.
A HP desistiu de concorrer ao concurso por razões de "viabilidade financeira", disse à Lusa o responsável comercial da área de computação pessoal da empresa, Manuel Correia.
"Chegámos a ter a proposta praticamente pronta, mas por razões financeiras não avançámos. Não conseguimos ver viabilidade financeira para avançar", afirmou Manuel Correia.
Também a Toshiba, que inicialmente tinha demonstrado interesse no concurso, acabou por concluir que o valor por equipamento fixado pelo concurso era "insuficiente para suportar a aquisição, a instalação e manutenção dos equipamentos fornecidos durante o seu ciclo de vida útil", explicou à Lusa o director-Geral da empresa, João Amaral.
Hoje, a Biotrust anunciou, em comunicado, que desistiu de participar no concurso, alegando que o mesmo contém "várias ilegalidades", nomeadamente "a exigência não fundamentada legalmente, de que os portáteis a fornecer teriam de estar certificados pela PCWORLD, bem com pela BAPCo Mobile".
Lançado no início de Janeiro, este concurso representa um investimento de 50 milhões de euros por parte do Governo, 45 milhões dos quais financiados pelo Orçamento do Estado.
Recorde-se que a primeira fase do concurso do programa e.escolinha gerou polémica, depois de o fabrico dos computadores Magalhães ter sido atribuído sem concurso público à JP Sá Couto.
Na sequência desta polémica, a Fundação para as Comunicações Móveis, que gere o programa e.escolinha, está a ser alvo de uma comissão eventual de inquérito parlamentar, que tem como objectivo saber em que moldes foi adjudicado o fornecimento dos computadores Magalhães à JP Sá Couto.


