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Concurso para colocação

Cinquenta mil professores contratados aguardam clarificações jurídicas

06.05.2010 - 08:49 Por Graça Barbosa Ribeiro

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Avaliação do desempenho dos professores no centro da polémica Avaliação do desempenho dos professores no centro da polémica (Adriano Miradna)
As cercas 50 mil pessoas que se candidataram ao concurso para colocação de professores contratados no ano lectivo 2010/2011 chegaram ao fim do dia de ontem na maior das incertezas.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) está na posse de um documento do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja em que este decreta provisoriamente a suspensão da eficácia dos itens relativos à avaliação do desempenho dos professores e determina que aqueles "devem ser abolidos do concurso". Mas o secretário de Estado, Alexandre Ventura, contrapôs, ao princípio da noite, que não recebeu qualquer notificação do tribunal que obrigue o Ministério da Educação (ME) a agir, mas apenas uma citação à qual tem 15 dias para responder.

A uma semana da data marcada para a publicação da lista ordenada provisória dos candidatos (13 de Maio), a incerteza é dramática para os professores envolvidos. Se o ME conseguir cumprir os seus objectivos e usar como critério para a ordenação dos candidatos a classificação obtida no primeiro ciclo avaliativo, os docentes que tiveram Muito Bom serão bonificados com um valor e os que conseguiram Excelente com dois. Se o TAF confirmar a decisão que agora toma de forma provisória, a lista será ordenada como acontecia anteriormente, isto é, tendo em conta a nota de curso do docente e os anos de serviço. Resulta isto no facto de a ordem de colocação e o futuro profissional de cada candidato serem completamente diferentes num caso ou no outro.

É precisamente o peso da avaliação que tem motivado a batalha das federações sindicais e dos partidos da oposição que argumentam - tal como o TAF de Beja - que a utilização daquele critério viola os princípios da igualdade no actual contexto. Isto porque neste ciclo avaliativo nem todos estes professores foram avaliados e mesmo os que o foram estiveram sujeitos a critérios diferentes, segundo a escola em que se encontravam colocados.

Ontem, a agência Lusa chegou a dar conta de que fonte do ME tinha confirmado a notificação (que concede cinco dias às partes para se pronunciarem sobre a possibilidade de levantamento, manutenção ou alteração da providência) e estava a "analisar" a situação. Ao fim do dia, Alexandre Ventura afirmou, no entanto, que não era assim, que o ME tinha recebido uma citação e não uma decisão e que dispunha de 15 dias para se pronunciar. "O ME só tem é de responder perante a Justiça", reagiu o dirigente da Fenprof, Mário Nogueira.

Pela manhã, ao verificar que o ME não abolira da aplicação informática de candidatura os campos relativos à avaliação de desempenho, a Fenprof requereu, junto do TAF, "a execução imediata da sentença". O especialista em direito administrativo Vieira de Andrade disse não ter elementos suficientes para afirmar se o ministério está ou não obrigado a intervir na aplicação informática. "Certo", analisou, "é que face ao decretamento provisório da suspensão de eficácia e até à decisão definitiva do TAF, o ME não poderá fazer uso dos elementos referentes à avaliação do desempenho."

Para que tal se verifique, no entanto, o ME terá de ser notificado da decisão do TAF, algo que segundo o secretário de Estado ainda não aconteceu.

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os

Os sindicatos são os seus dirigentes, eleitos pelos associados e associados. Existe por ...

zei

07.05.2010 03:18

X

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