CGTP pede reunião de urgência a MAI sobre "actos intimidatórios" das polícias em manifestações

07.03.2008 - 18:30 Por Lusa
A CGTP-IN pediu hoje uma reunião de urgência com o ministro da Administração Interna sobre a actuação das forças de segurança, que a intersindical acusa de nos últimos dias praticar "actos intimidatórios" sobre trabalhadores.
Segundo a central sindical, em causa está a actuação de elementos da GNR de Sines, que ontem recorreram à força para impedir que trabalhadores da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) local, em greve há um mês, bloqueassem a entrada de camiões nas instalações, detendo um activista sindical.
Na origem da contestação da CGTP está ainda o caso de agentes da PSP que esta semana visitaram escolas para saber quantos professores iriam participar na manifestação nacional, que se realiza sábado em Lisboa. "Assistiu-se nas últimas horas a uma actuação das forças de segurança que, no mínimo, convoca a preocupação da CGTP-IN pela reprovável atitude de intimidação, perseguição e uso da força sobre trabalhadores em exercício plenos dos seus direitos constitucionais", refere um comunicado da organização sindical.
No caso da ETAR de Sines, a central sindical afirma que "uma força de intervenção da GNR dispersou à bastonada o piquete de greve, chegando a algemar e deter um activista sindical, como se tratasse de um perigoso meliante".
"Inaceitável manobra de intimidação" é também como a CGTP classifica a visita de agentes da PSP a escolas, no âmbito da manifestação de professores, com a qual se solidariza.
Na sequência destes dois casos, a central sindical afirma ter pedido ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, uma reunião com carácter de urgência, considerando que "esta atitude [das forças de segurança] começa a ganhar contornos de comportamento considerado normal pelas chefias das respectivas forças".

