A Caixa Geral de Depósitos concedeu uma licença sem vencimento a Jorge Roberto para que este administrador possa ser empossado como reitor da Universidade Independente.
Jorge Roberto, funcionário superior da Caixa Geral de Depósitos, requerera uma licença sem vencimento depois de ter sido apresentado na passada quinta-feira como novo reitor da UnI.
De acordo com uma fonte da instituição, citada pela Lusa, o Conselho de Administração da CGD analisou o pedido de Jorge Roberto e, "como é normal neste tipo de casos", concedeu uma licença sem vencimento.
"A entidade onde a pessoa é quadro normalmente dá licença sem vencimento" ao requerente enquanto exercer as funções que justificaram o pedido, referiu a mesma fonte da CGD.
A nomeação de Jorge Roberto como novo reitor da UnI gerou algumas dúvidas quanto à alegada incompatibilidade de acumulação de funções na instituição financeira e no estabelecimento de ensino superior privado.
No sábado, a UnI emitiu um comunicado a referir que o novo reitor, Jorge Roberto, aceitou o cargo depois de ter consultado as normas internas da CGD, mas que só hoje faria o anúncio oficial à instituição bancária.
No documento, enviado pela reitoria da instituição de ensino, era dito que o cargo de reitor "não é incompatível com o exercício de funções noutra empresa".
Estes esclarecimentos surgiram depois de na sexta-feira passada a administração da CGD ter dito que não foi oficialmente informada sobre a decisão de Jorge Roberto.
No comunicado, a reitoria da UnI explica que Jorge Roberto só aceitou o convite depois de ter tido a certeza "de que não havia qualquer incompatibilidade" no exercício das duas funções.


