• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • Haiti: Um terramoto de 500 anos - Paulo Moura, em Port au Prince
  • João queria morrer sozinho, mas acabou por matar a filha
  • "Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal"

Estatuto do superior politécnico posto em causa

Centenas de professores manifestaram-se à frente do Parlamento

03.06.2009 - 19:34 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Os professores do ensino superior politécnico exigem que o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior reveja a sua posição face às negociações do estatuto da carreira destes docentes. Numa acção comum, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e o Sindicato Nacional do Ensino Superior (Snesup) juntaram várias centenas de professores frente à Assembleia da República, em Lisboa.
Deputados do BE, PCP e CDS-PP ouviram professores Deputados do BE, PCP e CDS-PP ouviram professores (PÚBLICO (arquivo))

Os docentes estão descontentes com as alterações que Mariano Gago pretende fazer nos estatutos do ensino politécnico e que vai obrigar a que todos os docentes, inclusivamente os que já estão a leccionar, passem a aceder aos cargos por concurso.

"Os professores estão aqui a protestar em primeiro lugar pela forma como estão a ser tratados pelo Governo e pelo ministro que querem obrigá-los, após muitos anos de trabalho nas suas instituições com uma avaliação positiva, a passarem por concursos, no fundo porem os seus lugares à disposição, precarizando assim a sua relação laboral", explicou João Cunha Serra, da Fenprof. "Não faz nenhum sentido" que a tutela queira a "estabilização do corpo docente" criando ao mesmo tempo "novas instabilidades", acrescenta.

Apesar de estarem contra o concurso para aceder à carreira, depois de concluído o doutoramente, os professores não são contra serem avaliados, salvaguarda Gonçalo Xufre, presidente do Snesup. Segundo o documento que está a ser negociado com o ministro, os professores universitários estão isentos de concurso.

"Queremos que as pessoas que neste momento estão no sistema, se tiverem as habilitações ou se as vierem a adquirir dentro do prazo de transição, tenham acesso [à carreira]. O senhor ministro colocou-nos a questão de que não pode ser sem concurso, então nós sugerimos-lhe que fizesse algo que ele já implementou nomeadamente para a carreira de investigação científica, onde, assim que as pessoas adquiriam as habilitações, tinham um concurso uninominal", propõe Gonçalo Xufre.

De acordo com o presidente do Snesup, com o concurso uninominal, haverá um júri independente que avaliará então o mérito dos docentes já em funções.

Para Gonçalo Xufre, as alterações que Mariano Gago quer levar a cabo só se explicam porque o ministro não conhece o ensino politécnico. "A visão que ele [ministro] nos tem apresentado do politécnico não corresponde à realidade e achamos que o senhor ministro está demasiado afastado quer do ensino superior, quer do politécnico em particular, e precisava de perceber que a realidade do politécnico é muito diferente de há uns anos atrás", apontou.

A acção de protesto contou com o apoio dos deputados Ana Drago (Bloco de Esquerda), Miguel Tiago (PCP) e Abel Batista (CDS-PP).

  • 2480 leitores
  • 133 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1384868

Comentário + votado

Rigor

Cheguei aqui pelo link de um blog e depois de ler a notícia vi os comentários e nem quis crer na ...

António Silva

09.06.2009 14:56

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.