Guarda

Centenas de alunos manifestam-se contra aulas de substituição

21.11.2005 - 14:37 Por Lusa

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Os estudantes em luta aproveitaram a manifestação para acender uma fogueira frente à porta principal do Governo Civil Os estudantes em luta aproveitaram a manifestação para acender uma fogueira frente à porta principal do Governo Civil (Pedro Valente/PÚBLICO (arquivo))
Centenas de alunos de três escolas C+S e secundárias da Guarda protestaram hoje em frente ao Governo Civil contra as aulas de substituição e contra a marcação de faltas.

Os estudantes até ao 9º ano fizeram uma caminhada de entre dois e cinco quilómetros - conforme a distância das escolas de Sequeira, São Miguel e Sé - e interromperam durante duas horas o trânsito na principal rua da cidade, onde foram controlados pela Polícia de Segurança Pública.

Aproveitaram a manifestação para acender uma fogueira em frente à porta principal do Governo Civil, em protesto contra a falta de aquecimento das escolas e, no caso da Escola C+S de S. Miguel, contra o facto de alguns módulos não possuírem cobertura de ligação que proteja alunos e professores em caso de mau tempo.

Os alunos das três escolas constituíram-se em comissão de luta, constituída por Sílvia Costa, Valter Marques, João Filipe e Liliana Pereira, que afirmaram à Lusa "ter apoio de alguns professores, até porque estes, apesar de fazerem aulas de substituição, não recebem mais por isso".

"Não se justificam faltas nas aulas de substituição", disse à Lusa Sílvia Costa, aluna do 9º ano, que referiu ainda o caso de um professor que na semana passada "chegou ao fim de um primeiro tempo e marcou falta aos alunos desse mesmo tempo e do seguinte".

"Por vezes não se faz nada, os professores olham para nós e nós para eles, não tem significado este tipo de aulas", disse a aluna, lembrando que antes da introdução das aulas de substituição, os alunos ocupavam os tempos das aulas em que o professor faltava "com jogos ou outras actividades".

Os estudantes entregaram no gabinete da governadora civil da Guarda, Maria do Carmo Borges, um abaixo-assinado contra as aulas de substituição e prometeram continuar "a luta justa que de forma espontânea foi hoje realizada, apesar da chuva e frio".

Num despacho publicado este Verão, o Ministério da Educação procedeu a uma reorganização da componente não lectiva e dos horários escolares, que obriga os docentes a permanecer mais tempo nas escolas, além do tempo de aulas, para assegurar actividades como a substituição de colegas que faltaram.

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Anónimo

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