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Manifestação contestou política para o ensino superior

Cem estudantes da Universidade de Coimbra reiteram pedido de demissão do reitor

19.05.2005 - 20:34 Por Lusa

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A demissão do reitor tem sido reclamada desde Outubro A demissão do reitor tem sido reclamada desde Outubro (DR)
Uma centena de estudantes da Universidade de Coimbra (UC) reiterou hoje o pedido de demissão do reitor, Seabra Santos, numa manifestação em que também foi contestada a política do Governo para o ensino superior.

"Há neste momento dois alvos para esta academia", disse o presidente da direcção-geral da Associação Académica de Coimbra (AAC), Fernando Gonçalves, quando os universitários estavam concentrados junto ao Governo Civil, encerrando o desfile.

Fernando Gonçalves referia-se ao reitor, Fernando Seabra Santos - "a quem já há muito pedimos para deixar de o ser" -, e ao "novo Governo de Portugal", em relação ao qual os 22 mil alunos da UC deverão "concentrar todos os esforços" para travar as actuais políticas para o ensino superior.

A manifestação começou às 15h00, em frente à reitoria, na Alta, onde os estudantes entregaram um documento com cerca de 2500 assinaturas exigindo a demissão do reitor.

Seabra Santos não esteve presente, já que partiu quarta-feira à noite para Sevilha, onde participa numa reunião do chamado Grupo de Tordesilhas, que integra universidades portuguesas, espanholas e brasileiras.

A demissão do reitor tem sido reclamada em sucessivos protestos e em reuniões da assembleia magna da academia de Coimbra, desde Outubro, depois de Seabra Santos ter ordenado uma acção do Corpo de Intervenção da PSP no "campus" universitário, quando alunos das oito faculdades da UC se manifestavam contra a fixação pelo Senado do montante máximo das propinas (880 euros por ano), decidida apenas com a participação de funcionários e professores nos trabalhos.

Os estudantes criticaram a Lei de Bases do Financiamento do Ensino Superior, a anunciada redução do peso dos alunos nos órgãos de gestão das universidades e a "insuficiente acção social escolar", reiterando a "exigência de uma educação pública gratuita e de qualidade".

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