CDS-PP acusa PSD de "ceder aos interesses" do PS na avaliação dos professores

13.11.2009 - 18:44 Por Lusa
O líder parlamentar do CDS-PP, Pedro Mota Soares, acusou hoje o PSD de ter "cedido aos interesses do Partido Socialista" ao desistir de pedir a suspensão do modelo de avaliação de professores.
"Constato o facto de que, quanto à suspensão do modelo de avaliação, o que o PSD fez foi ceder aos interesses do Partido Socialista", criticou Pedro Mota Soares, em declarações aos jornalistas no Parlamento.
O deputado democrata-cristão considerou que não suspender o modelo em vigor "é um erro e uma injustiça" para com os professores que estão a ser avaliados.
"Ninguém compreenderá que quando um Governo se senta com os representantes dos professores para negociar um novo modelo de avaliação, ao mesmo tempo os professores nas escolas estejam a ser avaliados por um modelo injusto e que vai ser alterado", considerou.
Mota Soares frisou que os professores que estão a ser avaliados ao abrigo do modelo vigente "são obrigados a apresentar os objectivos individuais", enquanto que no novo modelo "provavelmente" isso não acontecerá, criando-se assim uma injustiça.
O PSD entregou hoje no Parlamento um diploma que prevê a criação de um novo modelo de avaliação dos professores, mas deixa cair a palavra "suspensão", preferindo agora falar em "substituição".
"Nós não prevemos a suspensão, prevemos a substituição, o que eu diria que ainda é mais e melhor do que aquilo que numa fase inicial chegámos a defender, quando o primeiro ciclo avaliativo ainda estava a meio do campeonato", afirmou o vice-presidente da bancada social-democrata Pedro Duarte, em declarações aos jornalista no Parlamento.
No projecto de resolução que o PSD entregou hoje na mesa da Assembleia da República a palavra "suspensão" não aparece, com os sociais-democratas a recomendar ao Governo que "no prazo de 30 dias" estabeleça "um novo modelo de avaliação do desempenho docente".

