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Bloquistas acusam tutela de dirigir ensino de forma “ditatorial e prepotente”

BE: ministra e Governo ficaram "aflitos" depois da manifestação

08.11.2008 - 19:57 Por Lusa

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Louçã acredita que se as escolas continuarem a aprovar a suspensão do processo avaliação, os professores vão vencer o "braço de ferro" com o Governo Louçã acredita que se as escolas continuarem a aprovar a suspensão do processo avaliação, os professores vão vencer o "braço de ferro" com o Governo (Daniel Rocha (arquivo))
O Bloco de Esquerda considera que o Governo e a ministra da Educação ficaram "aflitos" depois da manifestação que reuniu hoje em Lisboa dezenas de milhares de docentes, em protesto contra o processo de avaliação de desempenho.

"A ministra está aflita e o Governo está aflito. Pensam que de uma forma ditatorial e prepotente conseguem impor regras nas escolas", afirmou o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, que participou na manifestação.

Em declarações aos jornalistas no final da manifestação, Francisco Louçã classificou o modelo de avaliação do ministério da Educação como "incompetente, disparatado e prejudicial para escolas, professores e alunos".

O bloquista manifestou-se ainda convicto que se as escolas continuarem a aprovar a suspensão do processo avaliação, os professores vão vencer o "braço de ferro" com o Governo. "A suspensão escola a escola dá mais força aos professores. É agora que têm de vencer a ministra e o primeiro-ministro", acrescentou o líder do Bloco, que já pediu repetidamente a suspensão do processo de avaliação de desempenho dos docentes.

Francisco Louçã sublinhou ainda a "manifestação de força" protagonizada hoje pelos professores em Lisboa, relevando o "orgulho pela dignidade imensa" demonstrada pela classe docente.

Professores de todo o país manifestaram-se hoje contra o modelo de avaliação de desempenho, contestando também o diploma de concursos de colocação de docentes e o novo regime de gestão e administração escolar, num protesto convocado por todos os sindicatos do sector.

A Plataforma Sindical dos Professores já reclamou ter reunido "a maior manifestação de sempre em Portugal" com 120 mil professores, superando a realizada a 8 de Março, mas a PSP não avançou ainda com números dos manifestantes que se concentraram em Lisboa.

No final do protesto, os professores aprovaram por unanimidade a realização de uma greve nacional a 19 de Janeiro, caso o Ministério da Educação não suspenda o processo de avaliação de desempenho.

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Vamos em frente

Estamos de acordo. Outro Governo já caiu por muito menos! Este destrói tudo o que o PSD (e não me ...

Zé Injustiçado

11.11.2008 18:41

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