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Primeiro-ministro criticado por acusações à oposição um dia após protesto dos professores

BE: acusações de Sócrates sobre "oportunismo político" são reacção de quem está "aflito"

09.11.2008 - 19:54 Por Lusa

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Louçã afirma que o "Governo está a sentir que está a perder a maioria absoluta que conseguiu há quatro anos" Louçã afirma que o "Governo está a sentir que está a perder a maioria absoluta que conseguiu há quatro anos" (Paulo Pimenta)
O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, afirmou hoje que as afirmações do primeiro-ministro a acusar a oposição de "oportunismo político" nas reacções ao protesto de ontem dos professores são as de alguém que está "aflito" e "dispara em todas as direcções".

"O que disse o primeiro-ministro é próprio de alguém que está aflito e que recorre às acusações para disparar em todas as direcções", defendeu o dirigente bloquista.

Reagindo às declarações de José Sócrates no XIII Congresso Distrital do PS de Coimbra, Francisco Louçã considerou tratarem-se de uma "brincadeira de domingo de manhã". "A dificuldade do primeiro-ministro é muito patente. O Governo está a sentir que está a perder na sociedade a maioria absoluta que conseguiu há quatro anos", acrescentou, salientando a "incapacidade" de resposta do Executivo socialista à manifestação dos professores.

"Na outra manifestação dos professores, em Março, a resposta do Governo foi dada uma semana depois num comício com a participação da ministra da Educação, agora a resposta é dada numa reunião interna", referiu o líder do BE, considerando que o Executivo está "paralisado".

Para Francisco Louçã, o que é importante é que a manifestação de ontem foi a "maior manifestação desde há quatro anos com a maior presença de militantes e votantes no PS contra o Governo" e "o primeiro-ministro percebeu isso e está aflito".

Lamentando o "discurso cheio de bafio", "arrogante e prepotente" de José Sócrates, o líder do BE criticou ainda a ministra da Educação, considerando que Maria de Lurdes Rodrigues é incapaz de corrigir os problemas que existem e que deveria "dar lugar a quem quiser negociar" com os docentes.

Louçã recordou que, por iniciativa do seu partido, a ministra da Educação vai estar no Parlamento no início de Dezembro, altura em que será questionada sobre a manifestação em Lisboa. "Vamos querer discutir os resultados da manifestação", afirmou.

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Pois

De quem está aflito não, apenas de quem não gosta de ser criticado e não tem pachorra para ter de ...

Henrique Costa

11.11.2008 10:51