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Actualização – Saúde

Bastonário considera injusto que estudantes de medicina possam terminar cursos em Portugal

28.01.2009 - 14:18 Por Lusa

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O Ministério da Saúde vai convidar os alunos portugueses de Medicina que estudam no estrangeiro a terminarem o curso nas universidades portuguesas O Ministério da Saúde vai convidar os alunos portugueses de Medicina que estudam no estrangeiro a terminarem o curso nas universidades portuguesas (Hugo Delgado/PÚBLICO)
O bastonário da Ordem dos Médicos considera socialmente injusto o convite da ministra da Saúde para que os estudantes portugueses de Medicina no estrangeiro venham terminar o curso a Portugal e negou a existência de médicos "mercenários".

O Ministério da Saúde vai convidar os alunos portugueses de Medicina que estudam no estrangeiro a terminarem o curso nas universidades portuguesas, uma medida para combater a falta de médicos que tem conduzido ao crescimento de "mercenários" no sector.

A decisão foi anunciada pela ministra da Saúde, Ana Jorge, em entrevista à Lusa a propósito do seu primeiro ano de mandato, durante a qual reiterou a sua preocupação com a falta de médicos em Portugal.

Em declarações à Lusa, o bastonário Pedro Nunes considerou "inadmissível, neste momento, chamar aos médicos mercenários".

"Não são os médicos que são mercenários, [há] é um sistema mercenário de exercício da medicina que tem nome de autor e isso que seja claro", disse o bastonário, referindo-se aos ex-ministros da Saúde Luís Filipe Pereira e Correia de Campos.

O bastonário lamentou que a cultura no Sistema Nacional de Saúde seja apenas a da produtividade e não a do empenho.

"Andou-se a brincar aos gestores pelo país inteiro e obviamente os médicos reagiram à cultura que lhes foi imposta", enfatizou.

Quanto ao "convite" da ministra para que os universitários portugueses de Medicina no estrangeiro venham terminar os estudos em Portugal, Pedro Nunes referiu que a Ordem não tem que se prenunciar, uma vez que diz respeito ao ensino.

Contudo, disse, tal medida seria de uma "enorme injustiça social" e "revoltante" para os alunos com menos possibilidades financeiras.

O convite permitira que alunos com médias mais baixas mas com mais dinheiro do que outros, que também ficam de fora do sistema português por falta de vagas, pudessem entrar, embora num nível de ensino tardio, no ensino em Portugal, destacou.

Pedro Nunes considerou que seria "mais sensato" estimular os alunos portugueses que estudam no estrangeiro a regressarem a Portugal no final dos seus cursos para exercerem a actividade.

Segundo Ana Jorge, estão já em curso negociações com as universidades, que manifestaram interesse em acolher estes alunos portugueses, o que deverá acontecer no próximo ano lectivo.

O objectivo é que estes estudantes, depois de tirarem o curso, fiquem a exercer em Portugal, uma vez que quando o fazem no estrangeiro e tentam trabalhar nas instituições portuguesas são penalizados no reconhecimento do curso, o que a tutela está a tentar resolver.

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as

tb estudei fora. de intercâmbio e erasmus. em madrid e na charles de praga. Não me venham com as ...

Anónimo

02.02.2009 19:47

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