Para a análise dos resultados dos exames nacionais, o Ministério da Educação apenas ponderou a média obtida pelos alunos internos, que são aqueles que frequentam as aulas ao longo de todo o ano lectivo e que geralmente obtêm melhores classificações, tendência que voltou a confirmar-se este ano.
Deste modo, no seu balanço, o número de disciplinas com média negativa passou de cinco para três. Ao PÚBLICO, o gabinete de imprensa justificou esta opção por ser aquela que manifesta não só "o desempenho da esmagadora maioria dos alunos", como a que "espelha de forma mais fidedigna o desempenho do sistema educativo". Apresentar-se a média total, sem outras explicações, daria "uma imagem errada do trabalho desenvolvido na sala de aula".
Para a média total são também contabilizados os resultados obtidos pelos que se autopropõem a exame depois de terem sido chumbados pelos seus professores. Nas quatro provas mais concorridas, dos 179. 815 que compareceram, 48.405 estavam nesta situação.


