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Proposta da ministra choca Mário Nogueira

Avaliação simplificada de professores prolongada por tempo indefinido

16.07.2009 - 18:55 Por Andreia Sanches

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Aplicar exactamente o mesmo modelo de avaliação que esteve em vigor desde Janeiro. Ou seja, uma versão simplificada do que inicialmente foi aprovado pelo Governo. É esta, no essencial, a proposta que a ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues tinha para anunciar aos sindicatos que hoje estiveram reunidos com a governante, em Lisboa.
Ministra da Educação diz que nenhum estudo diz que a avaliação deve ser suspensa Ministra da Educação diz que nenhum estudo diz que a avaliação deve ser suspensa (Nuno Ferreira Santos)

“Estou chocado”, foi a reacção de Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof). Nogueira admite mesmo que a Fenprof pode não voltar à mesa das negociações.

Lurdes Rodrigues explicou aos jornalista que apesar da sua proposta ser manter o “modelo simplex” que vigorou até agora, a porta está aberta para receber, já a partir de segunda-feira, propostas dos sindicatos que possam melhorar a maneira como os professores serão avaliados no próximo ciclo de avaliação, que se prolonga pelos próximos dois anos.

O secretário de Estado, Jorge Pedreira, explicou ainda que o modelo simplificado vigorará até que o modelo original aprovado em Janeiro de 2008, seja revisto, o que não deverá acontecer nesta legislatura. E admitiu que as regras poderão até alterar-se a meio do ciclo de avaliação, que termina em 2012.

Lurdes Rodrigues citou vários estudos, nomeadamente o da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), para dizer que em nenhum se concluiu que o essencial da avaliação dos professores, que tanta polémica tem dado, deva ser suspenso. “A OCDE recomenda expressamente que a avaliação não seja interrompida”, disse.

De resto, algumas das recomendações serão acatadas numa futura revisão do modelo, como a criação de um programa de formação de avaliadores e uma maior articulação entre a avaliação externa das escolas e a dos docentes.

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Quem quer vai

Sim. Interessava-lhe passar a imagem de que todos éramos bons. E, como só com MUITO BOM a ...

Rafael Ribeira

18.07.2009 03:20

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