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Anuncia José Sócrates

Aulas de substituição obrigatórias no ensino secundário a partir de Setembro

20.02.2006 - 14:49 Por Lusa

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As aulas de substituição e outras actividades destinadas a ocupar os "furos" dos alunos vão passar a ser obrigatórias no ensino secundário já a partir do próximo ano lectivo, anunciou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates.
José Sócrates visitou hoje uma escola-modelo no Estoril José Sócrates visitou hoje uma escola-modelo no Estoril (Paulo Carriço/Lusa)

A medida, em vigor para o ensino básico desde Agosto de 2005, pretende "combater o insucesso escolar", explicou José Sócrates no final de uma visita à escola básica do 2º e 3º ciclos de Alapraia, Estoril.

"Muitas escolas secundárias já aplicavam este regime, mas ele não era obrigatório e vai passar a ser no próximo ano lectivo, por solicitação dos pais, das escolas e dos alunos", explicou a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.

O anúncio do Governo surgiu no dia em que professores e educadores iniciam uma greve de uma semana às actividades não lectivas como as aulas de substituição e o prolongamento do horário de funcionamento do primeiro ciclo, que os sindicatos dizem representar uma sobrecarga de trabalho para os docentes.

Para a Federação Nacional de Professores (Fenprof), que decretou a paralisação, as mudanças introduzidas na organização do horário dos docentes, que os obriga a passar mais horas nas escolas, traduzem-se num "enorme desgaste e frustração" profissional, prejudicial ao seu serviço lectivo.

Instado pelos jornalistas a comentar a greve que hoje começa, o primeiro-ministro criticou os sindicatos do sector. "A greve é um direito que não está em causa, mas esta não tem razão de ser. Lamento que os sindicatos se coloquem na posição conservadora de quem não quer mudar nada", criticou José Sócrates, para quem estas medidas melhoraram a aprendizagem e o serviço prestado aos alunos e às famílias.

No dia em que se assinala um ano sobre as eleições legislativas que deram maioria absoluta ao PS, José Sócrates escolheu dar visibilidade à Educação, uma área que considerou "absolutamente fundamental e crítica para o desenvolvimento do país".

"Não há melhor forma de comemorar este ano do que falar de Educação".

O primeiro-ministro escolheu hoje visitar uma "escola-modelo", que aplicou todas as orientações do ME relativamente à organização dos horários e onde funcionam laboratórios de Matemática, aulas especiais de Língua Portuguesa para alunos estrangeiros e diversos clubes temáticos.

"O nosso objectivo é ter cem por cento dos alunos em escolas boas. Pode haver excepções, mas a regra é esta, com professores dedicados e empenhados e com uma organização que pretende melhorar".

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Comentário + votado

Falou em aulas de substituição?

Senhores sindicatos, eu sou vosso sindicalizado e não vi até ao momento nenhuma medida a ser tomada ...

Anónimo

21.02.2006 09:22

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