Associações de família pedem “maior consciência social e política” ao Governo

04.01.2012 - 18:55 Por Rafaela Freitas
A Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF) vai solicitar ao Governo uma “maior consciência social e política” das necessidades das famílias, face ao quadro de “crise sem precedentes”.
Criar um conselho consultivo das famílias, redefinir a política fiscal e adoptar medidas de apoio aos agregados com crianças e idosos são algumas das propostas hoje entregues ao Executivo.
O documento vai ser entregue ao ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, pela presidente da CNAF, Teresa da Costa Macedo. A “carta de prioridades para a família”, em sete pontos, apela ao “contributo decisivo” do Governo para a melhoria das condições de vida dos agregados familiares portugueses, tocando temas como a educação e o trabalho.
Uma das prioridades, de acordo com a “carta” da CNAF, prende-se com o reforço da “política de família de carácter global e integrado”, contrariando “medidas inconsequentes” a esse nível. Também a melhoria do diálogo entre o Estado e as associações representativas das famílias é mencionada, apelando a uma concertação social mais abrangente e eficaz. Neste sentido, a CNAF sugere a criação de um conselho consultivo das famílias, de modo a “dar voz” às suas necessidades e expectativas.
Relativamente ao ensino, pede-se uma maior cooperação do Governo com os pais, com vista ao estabelecimento dos apoios necessários às despesas escolares. A legislação do trabalho, ainda segundo o documento com as reivindicações, deve ser harmonizada com as “exigências familiares”, tendo em especial atenção as “famílias atingidas pelo desemprego múltiplo”. Por último, pede a CNAF que sejam apoiados os agregados “que acolham as suas crianças e os seus idosos”, e incentivados os jovens a empreender em Portugal.

