Associação Planeamento da Família rejeita responsabilidades sobre educação sexual nas escolas 
19.05.2005 - 09:33 Por Lusa, PUBLICO.PT
A Associação para o Planeamento da Família (APF) rejeitou qualquer responsabilidade no plano de educação sexual em curso nas escolas e nos manuais utilizados, que alegadamente promovem comportamentos sexuais nos jovens. O programa está a ser alvo de um abaixo-assinado online em que se exige a sua suspensão.
O "Expresso" revelou que o plano de educação sexual nas escolas está a "provocar acesa polémica entre os educadores", porque "alguns manuais escolares, elaborados em consonância com as novas orientações dos ministérios da Educação e da Saúde, propõem aos professores exercícios para crianças de 10 e 11 anos tais como colorir 'partes do corpo que gostam que sejam tocadas'".
De acordo com o semanário, a APF "subscreve as linhas orientadoras" e assinou o protocolo com os ministérios da Educação e da Saúde. Contudo, num comunicado divulgado ontem, a APF diz desconhecer "por completo a existência de qualquer programa oficial de educação sexual que esteja a ser aplicado nas escolas".
Aliás, desde 2000, com a publicação do documento "Educação Sexual Escolar - Linhas Orientadoras", que a AFP elaborou em conjunto com os ministérios da Saúde e Educação, "não foram dados novos passos" na elaboração de manuais ou outros materiais.
"A AFP tem denunciado a demissão completa do Ministério da Educação nesta matéria e aguarda uma clarificação da política da nova equipa ministerial", afirma a associação, que salienta que "não tem quaisquer responsabilidades pelos materiais a que o semanário 'Expresso' se refere" e defende a preservação da "intimidade e da privacidade dos jovens em matéria de sexualidade". Além disso, afirma-se "expressamente contra" qualquer actividade educativa que vise "incentivar ou promover comportamentos sexuais em crianças e jovens".
A AFP lamenta que o "Expresso" não tenha procurado ouvir a sua posição, acusando o semanário de "descontextualização e deturpação de diversas obras de educação sexual realizadas por conhecidos activistas de grupos ultraconservadores".
O programa está a ser alvo de uma campanha contra a sua aplicação, promovida pela Associação Juntos pela Vida.
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