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Associação Académica da Guarda prepara fundo para apoio a alunos carenciados

25.11.2011 - 11:20 Por Lusa

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Há casos de alunos que estão a passar por dificuldades económicas decorrentes da actual crise Há casos de alunos que estão a passar por dificuldades económicas decorrentes da actual crise (Sérgio Azenha/arquivo)
A Associação Académica da Guarda (AAG) anunciou hoje que está a preparar a criação de um fundo monetário para apoio aos alunos mais carenciados do Instituto Politécnico local.

Marco Loureiro, presidente da AAG, disse à agência Lusa que a ideia surgiu após a associação ter tido conhecimento de casos de alunos que estão a passar por dificuldades económicas decorrentes da actual crise que afecta o país.

"Será um fundo monetário de apoio aos [estudantes] mais necessitados", explicou o representante dos alunos do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), salientando que o projecto, em colaboração com o Provedor do Estudante, deverá ser concretizado "a curto prazo".

Segundo Marco Loureiro, as entidades a envolver no processo irão "fazer uma articulação com os serviços de acção social do IPG", para conhecimento dos "casos mais dramáticos", sendo depois, mensalmente, "accionada uma verba financeira" para esses estudantes.

Acrescentou que o valor da verba a atribuir a cada aluno irá "depender da sua situação financeira".

De acordo com Marco Loureiro, o modelo de financiamento do futuro fundo monetário ainda está "a ser estudado", acrescentando que nos contactos estabelecidos com o Provedor do Estudante, Jorge Mendes, foi ventilada a possibilidade de serem obtidas verbas com a venda de produtos nos vários bares do instituto.

Referiu que existe a hipótese de ser feito o "agravamento do preço" de produtos considerados "menos saudáveis", retirando uma pequena percentagem para ajudar os académicos mais carenciados.

"Se [após a venda] for possível retirar, a esses produtos, algum cêntimo, significa que, no final do mês, o fundo terá outro peso e poderemos utilizar esse dinheiro para ajudar os próprios estudantes", disse.

O presidente da AAG afirmou à Lusa que também está preocupado com vários casos de estudantes, cujas famílias estão a passar por dificuldades económicas, que pediram o apoio da associação relativamente ao pagamento das propinas.

Disse que a associação já foi mediadora no processo que levou a presidência do IPG a deferir a possibilidade de cinco alunos poderem pagar a propina anual de 900 euros "em oito prestações".

Marco Loureiro adiantou que, devido a atrasos na atribuição de bolsas, os serviços sociais do instituto "têm facultado alimentação e dormidas" a "mais de dez alunos" com dificuldades financeiras que são acolhidos nas residências de estudantes.

Devido à crise, o dirigente estudantil também teme que "muitos" dos actuais cerca de 3.900 alunos do IPG acabem por "congelar as matrículas, para prosseguirem os estudos "quando tiverem uma vida melhor".

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bem

há dias um plumitivo ( anónimo claro), dizia que não acreditava que houvesse fome nos alunos da U ...

joaquim horácio serra leitão

26.11.2011 19:23

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