Ministério afirma que resultados da 1.ª fase revelam “tendência de estabilidade”

Alunos saíram-se pior a Português do que a Matemática

09.07.2010 - 07:53 Por Clara Viana

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A média a Português ficou-se pelos 10,1 A média a Português ficou-se pelos 10,1 (Daniel Rocha (arquivo))
Estudantes não estão treinados para realizar um exercício crítico e isso está a prejudicá-los, diz associação de professores de Biologia.

A nota de Matemática ultrapassou a de Português. Foi a segunda vez que aconteceu em 14 anos de exames nacionais do ensino secundário. Nas provas deste ano, cujos resultados foram ontem divulgados pelo Ministério da Educação, a média a Português ficou-se pelos 10,1 - a terceira pior média nesta disciplina desde que os exames começaram em 1997 - enquanto a de Matemática A se situou nos 10,8.

Pedro Feytor Pinto, da Associação de Professores de Português, regista o facto, mas remete para o Ministério da Educação explicações sobre as razões das "oscilações" registadas tanto ao nível das médias, como dos modelos de exame que têm sido propostos aos alunos.

"Este ano, saíram perguntas de um tipo novo", adiantou ao PÚBLICO, citando a título de exemplo a questão em que se pedia aos alunos que comentassem "a importância de Blimunda na consecução do sonho de voar" patente na obra Memorial do Convento, de José Saramago. Por comparação ao ano passado, a percentagem de reprovações subiu de quatro para seis por cento.

Feytor Pinto lembra que, ao contrário das provas de outras disciplinas, o exame de Português é realizado por todos os alunos do 12.º ano, independentemente das áreas que escolheram. Este ano, na 1.ª fase, bateu-se um recorde: realizaram a prova 66.958 alunos. Já o exame de Matemática A foi feito por 38.082. É o terceiro ano de médias positivas nesta disciplina. Ao contrário do que aconteceu noutras edições, a prova foi considerada mais equilibrada pela Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM).

Por comparação ao ano passado, a média subiu de 10 para 10,8 e a percentagem de reprovações desceu de 15 para 13 por cento. "É um bom sinal", comentou Miguel Abreu, vice-presidente da SPM, frisando que esta oscilação está longe das registadas em anos anteriores, quando as médias saltaram dois ou mais pontos, e que por isso é mais fiável. Frisa contudo que serão precisos mais anos de resultados que possam ser comparáveis antes de se poder concluir que os maus dias ficaram para trás.

Seja como for, tanto o grau de dificuldade da prova de exame proposta como os resultados obtidos continuam "muito abaixo do que seria desejável", comenta. O que levanta forçosamente a questão: os alunos voltariam a ter média positiva se o Ministério de Educação acatasse o nível de exigência requerido pela SPM?

"Nós não defendemos apenas uma mudança a nível dos exames, mas também no ensino da Matemática", responde aquele responsável. Mas Miguel Abreu lembra que os exames nacionais estabelecem standards, já que os professores trabalham nas aulas em função destes.

O exame de Matemática A é realizado pelos alunos da área de Ciências e Tecnologias. Para além deste, há mais duas provas de Matemática, uma dirigida aos estudantes de Humanidades e outra para os de Artes Visuais. E em ambas as médias foram negativas, caindo de 10,7 para 9,5 e de 10,4 para 8,7, respectivamente. Mas a nota mais baixa voltou a ser a do exame de Física e Química A, que funciona como prova de ingresso para os cursos de Medicina. A prova foi considerada com um nível de dificuldade adequado pelas associações do sector, só que a média baixou de 8,4 para 8,1.

Falta exercício crítico

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Lamdentável

Alguns testes como o de Biologia e Física com as questões de respostas de múltipla escolha, mal ...

Anónimo

09.07.2010 09:49

X

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