Perto de 100 mil alunos realizam hoje o exame nacional de Matemática do 9º ano, a segunda das duas provas obrigatórias para a conclusão do ensino básico, enquanto no secundário efectua-se o teste de Física e Química.
A partir das 09h00, os alunos dispõem de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos na disciplina mais temida, a Matemática, sendo as classificações desta disciplina, bem como de Língua Portuguesa, afixadas a 11 de de Julho.
A nota vale 30 por cento da classificação final das duas disciplinas, sendo os exames cotados numa escala de zero a 100, depois convertida em notas de um a cinco.
No ano passado, quase três em cada quatro alunos (72,8 por cento) do 9º ano tiveram negativa no exame nacional de Matemática, quando em 2006 a percentagem de chumbos no teste situava-se nos 63 por cento.
Entre os cerca de 96 mil alunos que realizaram a prova, 25 por cento (24.656) obtiveram nível um, o mais baixo de uma escala até cinco valores, e 47,2 por cento (45.471) não foram além do nível dois, ainda negativo.
No ensino secundário, realiza-se hoje, entre outros, o exame nacional de Física e Química A, 10º/11º e 11º/12º, uma das disciplinas nucleares para os alunos que querem seguir Medicina e uma das que tem mais estudantes inscritos.
Segundo dados do Ministério da Educação, estão inscritos para este exame 54.910 alunos, prova só ultrapassada por Biologia e Geologia (58.040) e Português (71.135).
Em 2007, o exame de Física e Química A do 11º ano figurava entre as três provas com a média mais baixa, 7,2 valores. Nesse ano, o Ministério da Educação decidiu anular uma questão daquela prova, alegando que uma incorrecção na formulação da pergunta "inviabilizava a concretização de uma resposta correcta".
Para não prejudicar os alunos na classificação final da prova, o ME decidiu que a nota de cada um dos estudantes que realizou o exame seria multiplicada por 1,0417.
A pergunta valia oito pontos, no conjunto dos 200 correspondentes à cotação total da prova, pelo que, sem essa questão, o exame passava a valer apenas 192 pontos. Multiplicando este valor por 1,0417, a cotação máxima do exame volta a ser de 200 pontos, o que levou o ME a definir que era este o factor a utilizar para corrigir a situação.


