Alunos do 9.º Ano dizem que exame de Língua Portuguesa não era difícil, mas um pouco confuso

20.06.2011 - 13:23 Por Lusa
Uns sentiram mais dificuldade na gramática, outros na composição, outros na interpretação, mas até quem confessou não ter estudado muito considerou fácil o exame nacional do 9.º ano a Língua Portuguesa.
À medida que iam atravessando os portões da Escola José Gomes Ferreira, em Lisboa, os alunos comentavam tranquilamente o que tinham feito e manifestavam, quase todos, confiança na nota.
“Correu bem. Era mais ou menos fácil, eu também estudei, portanto facilitei um bocado”, contava o Frederico à Lusa, revelando que saiu um excerto de Os Lusíadas, de Luís de Camões.
Havia outros autores, pequenos textos, de “uns senhores” que se lhe ausentaram da memória. Talvez fossem os nervos: “Eram muitos, dois portugueses e um brasileiro, acho eu”.
Também o Henrique não achou o exame difícil, mas considerou mais fácil a prova de 2010, que lhe serviu de treino.
“Este aqui era mais confuso, tinha muitos textos, eram mais pequenos, mas eram muitos. No outro era só um, mas era grande e acho que era mais fácil, mais explícito”, sustentou.
José Saramago e Eça de Queiroz estavam entre os autores dos textos de quatro a cinco linhas descritos pelos alunos, que se preparam nas aulas com a professora, recorrendo a exercícios de exames anteriores.
Para a Bruna, o exame correu bem. Sentiu mais dificuldades com Camões do que com Saramago a “falar sobre vários autores”.
A Natacha também confessou que, apesar de não ter estudado muito, o exame lhe correu bem.
Sentiu mais dificuldades na interpretação do primeiro texto: “Eram excertos de autores a falar dos livros que tinham lido e que tinham gostado mais”.
Na gramática não teve dificuldades e já nem se recorda de que obra falava Saramago. Já tinha lido “alguma coisa” do escritor, “mas pouco”.
A gramática foi a parte “mais complicada” para o Miguel, que dividiu o exame em “partes fáceis e outras difíceis”.
“Não tenho jeito nenhum para a gramática e havia coisas com nomes esquisitos”, dizia.
O Tiago era o único a contar com uma negativa, admitindo não ter estudado muito.
“Aquilo era fácil, só que tinha perguntas mais difíceis, gramática e isso”, revelava, sublinhando que até gosta de Os Lusíadas e de “ler um bocado”.
Depois das “cinco perguntas” de gramática, sentiu ainda dificuldades para escrever a composição.

