Os alunos de 14 das 17 escolas inseridas nos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), submetidas à Avaliação Externa das Escolas, têm fracos resultados escolares e problemas de comportamento, revela o relatório da Avaliação Externa das Escolas, realizado pela Inspecção-Geral da Educação.
No entanto, estas escolas não ficam mal classificadas porque têm estratégias para contrariar o insucesso, apesar de, em muitos casos ainda não ser visível o impacto das mesmas, revela o relatório relativo a 2008/2009, hoje divulgado no Conselho Nacional da Educação, em Lisboa. No caso do mau comportamento e indisciplina a evolução também é positiva, sublinha o relatório.
Ao todo, em 2008/2009 foram avaliadas 287 escolas não agrupadas e agrupamentos, ou seja, 2271 estabelecimentos (de jardins-de-infância a secundárias); em cinco domínios (resultados, prestação de serviço, organização e gestão escolar, liderança e capacidades de auto-regulação e melhoria); com classificações de “Insuficiente” ao “Muito Bom”.
No que diz respeito às restantes escolas avaliadas, estas destacam-se no domínio da prestação de serviços educativos com 73 por cento classificadas com “Bom”, é o domínio da liderança que arrecada a maior percentagem de “Muito Bom” (33 por cento). Mais de metade das escolas (54 por cento) tem “Suficiente” na capacidade de auto-regulação e melhoria.
Este ano lectivo serão avaliadas mais 300 escolas. No total terão passado pela avaliação externa 80 por cento dos estabelecimentos de ensino não agrupados e agrupamentos. Essa é uma das razões porque este processo vai ser submetido a uma avaliação externa e, no final de 2010/2011 poderá ser introduzido um novo modelo de avaliação das escolas.


