Alegre insiste que está farto do “quero, posso e mando” da ministra da Educação

11.11.2008 - 19:49 Por Lusa
O deputado socialista Manuel Alegre renovou hoje críticas à ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, dizendo que já perdeu a paciência para lógicas do "quero, posso e mando", que são insuportáveis num Governo apoiado pelo PS. Alegre referiu ainda que já teve de "suportar muitos ministros durante a ditadura e muitas coisas após o 25 de Abril" de 25 de Abril de 1974.
As palavras do ex-candidato presidencial foram proferidas na sessão de lançamento do número dois da revista "Ops!", Opinião Socialista. "Não retiro nenhuma das críticas que fiz à ministra da Educação, chocou-me profundamente a sua inflexibilidade, até porque já passei por muitas coisas pela minha vida e já travei muitos combates", começou por advertir o vice-presidente da Assembleia da República.
"Com a idade que tenho e com os combates que travei não tenho mais paciência para suportar o quero posso e mando, a ideia que se pode ter toda a razão contra tudo e contra todos. Isto não é suportável, não é suportável por parte de um Governo apoiado pelo PS, que tem uma tradição e uma cultura democrática; e não é suportável por aqueles que prezam sobretudo a democracia", declarou.
Manuel Alegre contrapôs depois que a democracia "é feito de confronto, mas também de diálogo e de tolerância". "Ninguém põe em causa a necessidade de avaliação, mas penso que se está a cometer um erro estratégico, porque não se pode governar para as estatísticas, não se pode passar de um laxismo a um excesso de burocracia e facilitismo, porque a falta de exigência degrada a escola pública", acrescentou.
O deputado socialista fez ainda um apelo para que termine "este clima de guerra civil permanente". "Não é vergonha abrir ao diálogo. O que não é próprio da democracia é a teimosia e inflexibilidade", disse.

