O presidente executivo da Portugal Telecom comprometeu-se hoje a respeitar a decisão dos accionistas e desafiou a Telefónica a fazer o mesmo, na véspera da assembleia-geral que decidirá a venda da participação portuguesa na Vivo.
“Vamos deixar que os accionistas decidam. Qualquer que seja a decisão, vamos honrá-la, e a Telefónica deveria fazer mesmo”, disse hoje Zeinal Bava no decorrer de uma conferência sobre o sector das telecomunicações e media organizada pelo Diário Económico.
O presidente da PT disse ainda que na actividade da Vivo “nunca ouve hostilidade em relação à Telefónica”, com a operadora portuguesa a ficar assim “surpreendida” com a abordagem da empresa espanhola.
A operadora brasileira Vivo, reforçou Zeinal Bava, é “um pilar importantíssimo do desenvolvimento na PT”. O presidente executivo da PT afirmou que em Portugal a operadora aposta na inovação e na “excelência”, enquanto “o Brasil dá escala e África dá rentabilidade”. “É neste tripé que vamos continuar a actuar”, disse Bava.
“Acreditamos no crescimento das receitas no mercado brasileiro (...) acreditamos que o sector das comunicações vai crescer ao ritmo do produto interno bruto (PIB), a seis ou sete por cento ao ano”, disse.
Falando sobre a actuação da Autoridade da Concorrência (AdC), Zeinal Bava considerou que quanto menos regulação no sector, melhor. Disse que a PT “tem uma fiscalização a cada três semanas” e afirmou duvidar que os concorrentes directos tenham fiscalização com a mesma regularidade. “Deixem-nos trabalhar se faz favor”, reforçou Zeinal Bava.
“A Zon tem preponderância no mercado conteúdos, tem 80 por cento da quota de mercado, e não tem um único caso na AdC”, acusou.


