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Gaspar acusa PCP e BE de eventual fracasso do programa de assistência

10.11.2011 - 17:25 Por Maria José Oliveira

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Não há “margem para hesitação ou indecisão”, disse o ministro Não há “margem para hesitação ou indecisão”, disse o ministro (Nuno Ferreira Santos/arquivo)
Numa intervenção pautada por elogios implícitos ao PS, o ministro das Finanças lançou uma forte acusação ao PCP e ao BE, apontando-os como promotores de acções que pretendem resultar no fracasso do programa de resgate financeiro.

Durante a tarde de debate parlamentar sobre o Orçamento do Estado, Vítor Gaspar subiu à tribuna para fazer uma verdadeira intervenção política sobre as propostas do Governo. E foi muito mais longe do que o primeiro-ministro que, ao longo da discussão, escusou-se a fazer acusações directas às bancadas do Bloco de Esquerda e do PCP: “Noto, com desgosto, que aqueles que referem a inevitabilidade do fracasso do programa [de assistência financeira] são aqueles que mais dividem os portugueses e favorecem acções e atitudes para um tal desfecho”, disparou Gaspar.

Antes disso, Gaspar fez distinções na oposição, considerando que o PS (embora nunca o tenha nomeado) permitiu um “consenso alargado”, que, “do ponto de vista externo”, assume “relevância”. “Nos últimos dias, o caso português tem sido mencionado como um exemplo a seguir”, sustentou.

Gaspar admitiu também que o programa de assistência financeira é “o início de um longo processo de soluções para os graves problemas do país”. Contudo, acrescentou, a ajuda externa “não resolve o problema da dívida acumulada”, pelo que o Governo terá de operar reduções ao nível da despesa.

O ministro rematou a sua intervenção garantindo que, apesar de o caminho ser “estreito”, não há “margem para hesitação ou indecisão”. E concluiu que a compreensão do país face às medidas de austeridade “joga a favor” do Governo.

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José Carlos Vinagre

10.11.2011 18:13

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