Cem mil pessoas saíram às ruas de Atenas e Salónica neste domingo para se manifestarem contra as medidas de austeridade que o Parlamento vai votar esta noite. Enquanto os deputados debatem o plano de rigor, os protestos continuam à porta do edifício parlamentar na capital. O centro da capital viveu momentos de um cenário de batalha campal. Um banco e duas lojas estão em chamas.
Durante a tarde, a polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes. Alguns arremessaram pedras e lançaram cocktails molotov para responder à carga policial.
As ruas próximas da praça Syntagma, epicentro das manifestações do último ano na capital, transformaram-se num cenário de batalha campal. Em Atenas, a polícia contabilizou este domingo 80 mil pessoas, enquanto em Salónica, a segunda maior cidade do país, os números oficiais apontam para a presença de 20 mil manifestantes.
Na capital, seis pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas, na sequência dos confrontos.
À AFP, a polícia descreveu que pessoas encapuzadas partiram as vitrines de estabelecimentos comerciais em duas avenidas. O edifício de um banco e duas lojas estão em chamas.
Os manifestantes convocados por duas centrais sindicais (do sector público e do privado) começaram a confluir para a praça Syntagma ao início da tarde, na mesma altura em que o Parlamento grego começou a debater o novo plano de austeridade que a zona euro e o FMI querem ver implementado em Atenas para ser accionado um segundo resgate financeiro, de 130 mil milhões de euros.
A votação está prevista para esta noite, depois da intervenção do primeiro-ministro, Lucas Papademos, que tem no Parlamento uma maioria suportada pelos partidos da coligação do Governo de unidade nacional.
Apesar da rebelião do partido de extrema-direita LAOS na última semana, o Executivo tem uma maioria de 236 deputados (entre os socialistas do PASOK e os conservadores da Nova Democracia) dos 300 assentos parlamentares.
Notícia actualizada às 19h33


