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Número de acidentes mortais tem descido desde 2002

Vieira da Silva: maioria das empresas continua a não apostar na prevenção de acidentes de trabalho

28.04.2006 - 15:33 Por Lusa, PUBLICO.PT

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Até 18 de Abril, ocorreram 28 acidentes mortais, 16 dos quais com trabalhadores da construção civil Até 18 de Abril, ocorreram 28 acidentes mortais, 16 dos quais com trabalhadores da construção civil (Juan Ferreras/EPA (arquivo))
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social afirmou hoje que a maioria das empresas continua a não apostar na prevenção dos acidentes de trabalho, apesar de se registar uma dimunição do número de acidentes mortais nos últimos cinco anos.

O ministro destacou os "progressos significativos" alcançados nos últimos anos, mas reconheceu que o país está ainda longe da média de outros países da União Europeia.

Se é verdade que na indústria "começa a existir uma cultura" de segurança no trabalho, com "alguns sinais que correspondem a um progresso", também é verdade que só este ano começaram a ser certificadas as entidades que vão apoiar as empresas portuguesas que não têm capacidade para criar serviços próprios de prevenção e segurança.

Segundo o ministro, o número de acidentes mortais tem diminuído, embora esse facto possa ter alguma relação com o abrandamento da actividade económica, sobretudo na construção civil.

De acordo com os dados publicados no site da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT), em 2002 foram registados 219 acidentes de trabalho mortais (103 na contrução); em 2003 ocorreram 181 (88 na construção); um anos depois o número subiu, para 197 (101 na construção); e em 2005 registaram-se 169 acidentes de trabalho mortais (86 na construção). Até ao dia 18 deste mês, a IGT registou 28 acidentes mortais (16 na construção).

José Vieira da Silva participou numa reunião que juntou na Assembleia da República os parceiros sociais e entidades ligadas à prevenção e segurança no trabalho, na sessão comemorativa do Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho.

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